terça, 11 de maio de 2021

Economia
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Estudo prevê perspectiva de desaceleração do índice de inflação no Brasil

Ellyka Gomes / 20 de novembro de 2018
Foto: Reprodução
O indicador de Inflação por Faixa de Renda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que, para os próximos meses, a expectativa é de desaceleração da inflação acumulada em 12 meses, possibilitada pelo recuo dos preços dos alimentos, dos combustíveis e da energia. Em outubro, a inflação das famílias de renda mais baixa registrou alta de 3,90%, no acumulado dos 12 meses, uma diferença de apenas 0,99 p.p da taxa apontada pela faixa mais alta (4,89%).

O indicador mostrou que a variação da inflação no mês de outubro para a classe de renda muito baixa foi de 0,49%. No mesmo período, o aumento foi de 0,42% para as famílias de renda alta. Alimentos (0,9%) e energia (0,12%) foram os itens que mais pesaram, ao longo dos últimos meses, no bolso das famílias de menor poder aquisitivo.

“Isso significa que a maior parte do salário dos mais pobres foi usada para pagar as contas de energia e comprar alimentos, consequentemente sobrou menos dinheiro para as demais necessidades familiares”, explicou a técnica de planejamento e pesquisa do Ipea Maria Andreia Parente Lameiras. A boa notícia é que a adoção da bandeira tarifária amarela em novembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a possibilidade do estabelecimento da bandeira verde em dezembro devem desacelerar a tarifa da energia nos próximos meses.

Há ainda expectativa de recuo de preços dos combustíveis. “A inflação dos alimentos não deve cair, mas pelo menos não vai aumentar como nos próximos meses, porque indiretamente o transporte dos alimentos será beneficiado com a desaceleração dos combustíveis”, comentou Lameiras.

O estudo do Ipea apontou que a alta de 4,56% da inflação nos últimos 12 meses está associada a pressões pontuais, e não a um processo disseminado da elevação dos preços na economia. Apesar da aceleração nos meses anteriores, o cenário para os próximos meses continua positivo, indicando que não há focos de pressão que ponham em risco o cumprimento da meta, tanto para 2018 (4,5%) quanto para 2019 (4,25%).

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