sexta, 19 de julho de 2019
Economia
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Especialista alerta para riscos do consumo desenfreado

Redação com assessoria / 24 de novembro de 2016
Foto: Arquivo
Muitas pessoas se preparam para conseguir as melhores promoções e adquirir aquilo que desejam na Black Friday que inicia oficialmente à 0h desta sexta-feira (25). Em termos de vendas, a data já é superior ao Dia das Mães e perde apenas para o Natal. Segundo os organizadores do evento, estima-se que o faturamento deste ano seja 34% maior que no anterior, movimentando cerca de R$ 2 bilhões em todo o país.

No entanto, a ampla oferta de produtos com preços reduzidos pode desencadear ou intensificar o consumo desenfreado. "Há principalmente duas características nesse evento que despertam a atenção do consumidor: o tempo limitado, escasso para se fazer as compras e o contágio causado pelo apelo midiático que a Black Friday tem. É como se o consumidor tivesse a sensação de que está perdendo algo se não conseguir comprar pelo menos um produto com preço mais baixo", explica a psicóloga do Hapvida Saúde, Carla Cristini Cunha.

Porém, agir por impulso pode gerar prejuízo financeiro e, o mais preocupante, psicológico, uma vez que essa impulsividade afeta todas as áreas da vida. "Aquele consumidor que só age por impulso, via de regra, tem um problema de duração longa, que é quando a situação de compra fica o dia todo na cabeça da pessoa, o que leva a prejuízos no trabalho e no planejamento financeiro. A sensação é de culpa ou remorso", esclarece a especialista.

Em situações mais graves, quem tem o problema pode apresentar quadros de abalo emocional e, até mesmo, pensamentos suicidas. Carla Cristini afirma que o comportamento impulsivo já é considerado problema de saúde pública e que esse transtorno psiquiátrico e o endividamento impactam agressivamente na vida dessas pessoas.

"Alguns relatam que têm pensamentos suicidas porque não conseguem controlar os impulsos. O abalo emocional é muito grande, especialmente, por causa do envolvimento familiar. Existem tratamentos terapêuticos, acompanhados e guiados por profissionais da psicologia, mas também medicamentosos", ressalta a psicóloga do Hapvida Saúde.

 

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