quinta, 26 de novembro de 2020

Economia
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Endividamento cai pelo segundo mês consecutivo na capital, aponta Fecomércio

Da redação com assessoria / 30 de novembro de 2015
Foto: Divulgação
Os moradores da Região Metropolitana de João Pessoa estão devendo menos. Pelo menos é o que aponta um levantamento divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor na RMJP (PEIC). Segundo a pesquisa, nível de endividamento do consumidor na Região Metropolitana de João Pessoa apresentou uma queda de 1,75% no mês de novembro, na comparação com outubro.

O resultado representa a segunda queda consecutiva do índice, que constatou que, neste mês, 80,9% dos consumidores afirmaram possuir algum tipo de dívida voluntária, ou seja, adquirida em compras parceladas no cartão de crédito, cartão de loja, cheque especial ou financiamento. No mês de outubro, esta taxa foi de 82,34%.

“Esta redução no endividamento pode ser atribuída, em parte, à restrição do crédito ao consumidor, à queda real da renda do trabalhador e à inflação e juros em patamares elevados, que comprometem o equilíbrio do orçamento doméstico, o que torna o consumidor mais cauteloso em realizar novas compras a prazo, o que resulta em uma queda na taxa de endividamento”, afirma o presidente da Fecomércio Paraíba, Marconi Medeiros.

A pesquisa revelou, ainda, que do total de endividados, 34,43% está “mais ou menos endividado”, 29,72% está “pouco endividado” e 16,75% se consideram “muito endividados”. Na comparação anual, o nível de endividamento do consumidor registrou uma expansão de 10,55%, uma vez que o índice em novembro de 2014 atingiu 73,13%.

Os vilões do endividamento

Mais uma vez, o cartão de crédito foi o principal responsável pelas dívidas, apontado por 69,39% dos consumidores endividados. Em seguida, aparecem os financiamentos de veículos (13,99%), financiamento de imóveis (7,29%) e empréstimos pessoais (6,71%). Na análise por gênero, tanto os homens como as mulheres estão menos endividados, com retrações de 1,25% e 2,12% respectivamente. Por faixa etária, a maior queda foi entre os consumidores com idades entre 48 e 58 anos, com um recuo de 2,14%, e por escolaridade, a maior redução aconteceu nos que possuem ensino superior completo, com retração de 3,51%. Por faixa de renda, os consumidores que ganham entre sete e dez salários mínimos registraram o maior decréscimo, de -3,56%.

No mês de novembro, os consumidores endividados comprometeram, em média, 45,61% da renda com o pagamento de dívidas, o que representa um decréscimo de 2,71% se comparado ao mês anterior, quando este dado atingiu 46,88%. Na análise por sexo, a taxa de comprometimento da renda com dívidas entre os homens (45,72%) foi levemente superior ao das mulheres (45,52%). Por escolaridade, os consumidores com ensino médio completo foram os que apresentaram a maior taxa de comprometimento da renda com dívidas (46,79%) e, por renda, os consumidores que ganham até dois salários mínimos (48,27%).

Contas em atraso e inadimplência

A pesquisa revelou ainda que 16,33% dos consumidores endividados possuem dívidas em atraso neste mês, um resultado 3,59% inferior a outubro. Quanto à inadimplência (contas em atraso as quais não poderão ser quitadas em noventa dias), a PEIC revelou o mesmo resultado de outubro, mostrando que 8,93% dos consumidores endividados estão inadimplentes.

A falta de planejamento nos gastos domésticos foi apontada por 53,06% dos consumidores como principal motivo para possuir contas em atraso, seguidos pela inflação (18,37%) e pelo desemprego de algum membro da família (12,25%).

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