quinta, 19 de outubro de 2017
Economia
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Empresas do Nordeste mais inadimplentes

Érico Fabres / 24 de março de 2016
Foto: Arquivo
O Nordeste segue com o maior crescimento no número de empresas inadimplentes no Brasil. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que em fevereiro o aumento foi de 16,59% na região, na comparação com o mesmo mês de 2015. A variação do número de dívidas de pessoas jurídicas também teve um aumento de 20,45%, na comparação com mesmo mês do ano anterior, o que acompanhou o número de pedidos de falência no Brasil, que registrou alta de 36% no acumulado do 1º bimestre comparado ao período equivalente do ano passado, segundo dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Na região Centro-Oeste a inadimplência chegou a 15,81%, Norte (11,29%) e Sul (10,89%). Os dados do Sudeste não foram divulgados devido à Lei Estadual nº 15.659, que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a forma como essa taxa aumentou em apenas um ano demonstra quanto à inadimplência entre empresas acelerou com o aprofundamento da recessão econômica. “Foi a maior alta entre as regiões consideradas pela CNDL e o SPC Brasil. Em 2015, nesta mesma época, o indicador anual de dívidas do Nordeste registrara um avanço de 11,59%”, diz.

“O agravamento da crise fez cair o consumo das famílias, acuadas pela falta de confiança, consequentemente afetando o faturamento das empresas e sua capacidade de honrar os compromissos”, avalia Honório Pinheiro, presidente da CNDL.

Setor de Serviços concentra maior parte das dívidas

O setor credor que concentra a maior parte das dívidas de pessoas jurídicas, ou seja, para quem as empresas estão devendo, é o setor de Serviços, em todas as quatro regiões analisadas pelo SPC Brasil e pela CNDL. É da região Sul a maior participação, proporcionalmente, do número de dívidas de empresas de Serviços: 72,40%. Em seguida, as maiores participações são no Centro-Oeste, com 67,61% do total das dívidas; no Nordeste (61,02%); e na região Norte (58,56%).

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