domingo, 21 de julho de 2019
Economia
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Emprego formal despenca na Paraíba

Ellyka Gomes / 01 de março de 2019
Foto: Marcos Santos/USP Imagens/Fotos Públicas
O emprego formal na Paraíba apresentou o pior resultado para janeiro dos últimos 15 anos, com o fechamento de 7.845 postos de trabalho. Esse resultado foi o pior entre os estados do Nordeste, que teve apenas a Bahia com saldo positivo entre admissões e desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Nos últimos doze meses, houve crescimento de 545 empregos na Paraíba, representando uma leve variação de 0,14%. Já considerando apenas o mês de janeiro, o Estado registrou 9.075 admissões e 16.920 desligamentos, ou seja, queda de 46,36% no número de postos de trabalho.

Dos oito setores econômicos, três apresentaram queda de vagas (Indústria de Transformação, Agropecuária e Comércio), três expansão e dois não variaram os índices (Administração Pública e Extrativa Animal).

O resultado negativo em Indústria de Transformação, que ao todo fechou 4.262 postos, foi puxado pela queda de empregos em indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (-2.282) e indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (-1.461). O setor de Comércio encerrou 792 postos, dos quais 668, no varejista, e 124 no atacadista. Na contramão, registram expansão no nível de emprego Construção Civil (+126), Serviços (+25) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (+18).

Por municípios

Dos 17 municípios paraibanos com mais de 30 mil habitantes analisados pelo Caged, 12 apresentaram queda no número de postos de trabalho em janeiro. Santa Rita (-1.704), Mamanguape (-1.309), Campina Grande (-524) e João Pessoa (-231) foram as cidades que registraram os piores resultados. Cabedelo (+38), Cajazeiras (+38), São Bento (+15) e Esperança (+4) encerram janeiro com saldo positivo entre admissões e desligamentos. Queimadas não apresentou variação.

34.313 vagas no País

A criação de empregos com carteira assinada iniciou o ano com o segundo melhor nível para o mês em seis anos. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 34.313 postos formais de trabalho foram criados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. A criação de empregos caiu 56% em relação a janeiro de 2018, quando haviam sido abertos 77.822 postos formais de trabalho. No entanto, esse foi o segundo melhor janeiro para o mês desde 2013, quando haviam sido criadas 28,9 mil vagas. Esse foi o segundo ano seguido em que o país registrou mais contratações que demissões em janeiro. Em 2015, 2016 e 2017, as dispensas tinham superado as contratações no primeiro mês do ano.

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