sábado, 23 de janeiro de 2021

Economia
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Economistas recomendam aplicar o dinheiro do FGTS prioritariamente para pagar dívidas

Celina Modesto / 05 de fevereiro de 2017
Foto: ARQUIVO
Em tempos de aperto na economia, ter acesso ao dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser o alívio que muitos brasileiros estão precisando - até mesmo para sair da lista de inadimplência de órgãos de crédito. E não é pouco o dinheiro que poderá entrar no mercado a partir de março, prazo que o Governo Federal anunciou para o início da liberação do dinheiro.

Serão cerca de R$ 41 bilhões, que estão nas contas de 10,1 milhões de trabalhadores, donos de 18,6 milhões de contas.

O maior valor irá para as mãos de poucos. Desse total, R$ 20 bilhões irão para apenas 1% dos cotistas; R$ 15 bilhões para 5% e R$ 7 bilhões para os outros 94%. Esse grosso dos trabalhadores, no entanto, deve receber entre R$ 3,5 mil e R$ 730. Os números fazem parte de um estudo feito pelo banco Santander.

Pouco ou muito, o importante é que o dinheiro seja bem aplicado, sugerem os economistas que, aconselham, o trabalhador deve sacar. Além de procurar pagar contas, uma outra opção viável, mas para quem não está endividado, é poupar o dinheiro do FGTS ou até mesmo investir no médio ou longo prazos. Um investimento de 30 anos pode representar um rendimento seis vezes maior dependendo da aplicação.

O educador financeiro da DSOP Educação Financeira, José Eduardo Camilo, sugere que o dinheiro do FGTS pode servir para aumentar ou criar - para quem ainda não tem - uma reserva financeira. “A reserva financeira deve ser de, no mínimo, o valor de seis meses dos rendimentos mensais, ou da média mensal, caso não possua rendimento fixo, considerando a possibilidade de imprevistos acontecerem no futuro. Lembrando que o imprevisto pode ser positivo, como participar de um curso ou comprar um presente de casamento, ou negativo, a exemplo de ter de consertar um carro”, afirma.

Outra sugestão do educador é o investimento na independência financeira, já que o dinheiro retido na conta do FGTS rende 5% - rendimento baixo quando se consideram outros investimentos.

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