sexta, 27 de novembro de 2020

Economia
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Crise faz síndicos renunciarem e deixarem prédios sem administração

Ellyka Akemy / 26 de fevereiro de 2016
Foto: Arquivo
A dificuldade financeira de muitos condomínios e a recusa, por parte dos condôminos, em aumentar a mensalidade têm levado muitos síndicos a abandonarem suas funções. Segundo o Sindicato de Habitação da Paraíba (Secovi-PB), o percentual de renúncia chegou em 15% em janeiro. E quem consegue levar o mandato até o final, não está querendo se recandidatar. Até então, o órgão não havia registrado nada parecido.

O diretor da Use Administradora, George Gadelha, revelou que os condôminos estão mais exigentes em relação à gerência dos condomínios e acabam estendendo essa “pressão” para o síndico, mas sem levar em consideração às condições financeiras do local. “Observamos que essa atividade tem se tornado cada vez mais desgastante por causa da dificuldade em administrar o aumento de gastos com a inadimplência e a insatisfação dos moradores em reajustar a taxa de condomínio”, declarou Gadelha.

Diante da falta de interesse dos próprios condôminos em assumir a função de administrador, tem havido um aumento pela procura por síndicos profissionais.

Reajustes das taxas são inevitáveis

O reajuste da taxa de condomínio é inevitável. Mas, para tentar diminuir a porcentagem de reajuste, muitos estão cortando gastos ou procurando alternativas de economia. O diretor da Adcon Administradora de Condomínios, Ricardo Medeiros, revelou que a primeira medida de corte da maioria dos condomínios é a demissão de funcionários.

"A folha de pagamento é o Em janeiro, o Secovi-PB também registrou uma baixa pela procura de aluguéis comerciais. Em contrapartida, registrou um aumento de 50% na compra de imóveis à vista, no valor de até R$ 200 mil. “Esse dado também nos surpreendeu. Acreditamos que esse aumento está relacionado ao fato de o setor imobiliário ser um investimento seguro”, comentou Feitosa.

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