sábado, 05 de dezembro de 2020

Economia
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De olho no peixe: fabricantes ‘maquiam’ produto congelado para aumentar peso

Ellyka Akemy / 03 de março de 2016
Foto: Arquivo
O consumidor deve ficar muito atento quando for comprar filé congelado de peixe polaca do Alasca nesta Páscoa. É que a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) avaliou nove marcas e encontrou mais sódio e gelo do que o permitido em algumas delas. As diferenças entre o declarado na embalagem e o que realmente havia no pescado variaram entre 180% e 728% em sete marcas.

A Proteste examinou o peixe polaca do Alasca das seguintes marcas: Bacalanor, Megg’s, Leardini, Qualitá, New Fish, Buona Pesca, Frescatto, Swift e Costa Sul. Na New Fish, foram encontrados cerca de 30% de gelo, sendo que o tolerado é até 20%. O peso desse gelo deve ser descontado do peso do produto, de forma que o valor líquido declarado ao consumidor seja o real do pescado. Mas não foi isso o que se constatou nessa marca e em Buona Pesca, Bacalanor e Leardini.

Outra substância que foi encontrada em excesso foi o tripolifosfato de sódio. Ele é usado pelos fabricantes para manter umidade do pescado congelado, por meio da lavagem ou imersão do alimento. Quando o segundo processo demora mais que o recomendado, o produto fica com mais água do que o permitido. Com isso, a qualidade da carne fica comprometida e o produto mais pesado. Essa substância só pode ser acrescida à água do processo de glacimanento. A presença dela no pescado é ilegal no Brasil. No entanto, o tripolifosfato de sódio foi encontrado nas marcas Qualitá, Megg’s, Bacalanor e Leardini – esta última, em maior concentração. O sódio também estava presente mais do que o permitido em algumas marcas. O valor declarado na embalagem não conferiu com o encontrado em análises no laboratório. A diferença entre eles não poderia ultrapassar 20%. Apenas Buona Pesca e Frescatto se mantiveram dentro dessa tolerância.

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