segunda, 10 de maio de 2021

Economia
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Crise não vai impedir ‘visita de Papai Noel’ no natal

Rammom Monte / 05 de novembro de 2015
Foto: Arquivo
Se há uma palavra que foi repetida inúmeras vezes em 2015, inegavelmente essa palavra foi: crise. Mas parece que a tão falada recessão econômica não vai atingir o comércio de João Pessoa neste fim de ano. Pelo menos é o que espera a Câmara de Dirigentes Lojistas da capital paraibana. De acordo com o presidente do órgão, Eronaldo Maia, a estimativa de venda deste ano é a mesma de 2014.

“A CDL não tem dados sobre venda, mas a estimativa que eu faço para este ano é repetir a quantidade de vendas do ano passado. Não vai ter queda”, afirmou Eronaldo Maia.

Mas, apesar de afirmar que acredita que as vendas não irão cair em relação ao mesmo período de 2014, Eronaldo diz que muitos lojistas estão apostando em descontos e facilidades de pagamento para atrair os clientes e admitiu que a época é difícil, apesar do otimismo.

“Cada loja tem seu marketing pessoal. Nós não interferimos em nada. Os lojistas têm que ter cautela, porque é uma época difícil. Mas não é impossível de revertemos o quadro. Os lojistas são criativos, vão em busca de parceiros para poder fazer um desconto especial, preço mais acessível, facilitar o crédito, esse tipo de atitude para atrair a clientela”, afirmou.

O que acham os lojistas

A gerente de uma loja de roupas localizada no Centro da capital, Shirley Mesquita, demonstra o mesmo otimismo. Ela afirma que o estabelecimento em que ela trabalha espera até um aumento nas vendas em relação ao ano passado e apontou uma estratégia para atrair os clientes: bom atendimento.

“Nós esperamos um aumento no número de vendas. A gente está trabalhando para isto. Como eu acho que o fim de ano é uma época que vende, este ano não teremos problemas.  Já passamos outras crises, mas mostrando um bom atendimento e uma mercadoria de qualidade conseguimos atrair os clientes. Estamos investindo muito em atendimento”, explicou Shirley, completando que a loja vai fazer ainda contratações temporárias neste fim de ano.

Mas nem todos os lojistas demonstram o mesmo otimismo. A gerente de uma loja de roupas localizada em um shopping da capital afirmou que a estimativa não é boa para os últimos meses de 2015. Para Fabiana Campos , a melhor forma  de atrair os clientes vai ser baixando os preços dos produtos.

“Nós estamos apostando em promoções, baixando os preços. Mas está muito difícil. Ano passado já foi fraco e esse ano eu acredito que ainda vai ser mais fraco ainda, já estamos em novembro e o movimento não começou a aumentar ainda. Espero que pelo menos após o dia 15, com o pagamento do 13º salário para alguns clientes, o movimento melhore”, disse Fabiana, que afirmou que ainda não fez nenhuma contratação temporária para este período em 2015.

Clientes também divergem

Da mesma maneira dos lojistas, as opiniões entres os clientes são bem distintas. Para a cabeleireira Andréia Juvência, de 40 anos, os presentes deste ano terão que ser mais modestos do que os do ano passado.

“Terei que gastar menos. Está difícil para todo mundo. A renda familiar não está acompanhando o preço dos produtos. Compraremos a mesma quantidade de presentes, mas serão mais baratos. Os filhos são prioridades”, disse.

Em contrapartida, o taxista Jony Cláudio, de 41 anos, disse que a tão falada crise não vai influenciar na escolha dos presentes que ele dará neste fim de ano. Segundo ele, os descontos oferecidos por algumas lojas podem até ajudar a comprar um presente ainda melhor.

“Eu pretendo comprar a mesma quantidade do ano passado. É claro que a crise atinge todo mundo, mas a gente sempre dá um jeitinho e consegue fazer as nossas compras. Dependendo do desconto, pode ser até que venha algo melhor. Mas é claro que vou fazer uma pesquisa, como faço em todos os anos”, finalizou, dizendo ainda que pretende gastar até R$ 100 em presentes.

Pesquisa

Pesquisa de Intenção de Compras para as Festas de Fim de Ano, realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais (IFEP), apontou que 63,17% dos entrevistados pretendem movimentar o comércio neste período.

A pesquisa completa poderá ser conferida no jornal Correio da Paraíba de amanhã.

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