sábado, 28 de novembro de 2020

Economia
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Crise financeira : Especialista orienta a não pagar dívidas com FGTS

Ellyka Akemy / 09 de setembro de 2016
Foto: Divulgação
Dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que a Paraíba perdeu, em julho, quase 17 mil postos de trabalho, e o Brasil mais de 1,8 milhão. De acordo com avaliação de economistas, essa situação vai demorar a ser revertida, ainda que a economia brasileira retome crescimento em 2017. Por isso, Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) divulgou algumas dicas de como organizar as finanças em caso de desemprego.

Um das dúvidas que surgem nesse momento é: devo pagar ou não as dívidas com o valor da rescisão? O educador financeiro e presidente da Abefin, Reinaldo Domingos, recomendou que não, ao invés de pagar tudo de uma vez, o melhor é se planejar e procurar se reestruturar financeiramente. “Por mais que possa parecer impossível, é preciso estar centrado”.

O ideal é criar uma reserva emergencial. Como fazer isso? Primeiro some e retenha todos os ganhos de fundo de garantia, seguro desemprego e férias vencidas.

A orientação é que esse dinheiro só seja usado depois que uma estratégia tenha sido estabelecida. Por isso é fundamental analisar a situação financeira. “Faça um levantamento de todos os gastos mensais, minuciosamente, desde cafezinho até parcela da casa própria, nada deve passar despercebido. Em caso de dívidas e parcelamentos, esses devem ser também somados”, apontou Domingos.

"Se estiver endividado, por mais que pareça correto querer quitar as dívidas com o dinheiro do FGTS, isso pode ser um erro, pois, se usar muito deste dinheiro, a pessoa estará sob o risco de ficar sem receitas para cobrir os gastos posteriores", declarou  o presidente da Abefin Reinaldo Domingos.

Esquecer os cartões de crédito

As compras parceladas em cartões devem ser esquecidas, bem como o uso do cheque especial e outras ferramentas de crédito fácil. Evite-as ainda que em caso de emergência, pois os juros desses serviços são altos. O próximo passo é rever gastos e cortar os serviços desnecessários, como TV a cabo e alimentação fora de casa, por exemplo. Domingos destacou ainda que a pessoa precisa estar aberta para a mudança no padrão de vida.

“Não adianta viver de aparência. É natural que nos acostumemos a certas regalias, mas é hora de reestruturação”, ressaltou. Depois é hora de avaliar as dívidas. O ideal é tentar renegociá-las. “É hora de buscar os credores e ser o mais franco possível, mostrar que não quer se tornar inadimplente, mas que também não possui condições de pagamento, buscando assim diminuir os juros e esticar os débitos”, explicou Domingos, acrescentando que deve-se priorizar dívidas com juros mais altos e com bens de valor como garantia.

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