segunda, 28 de setembro de 2020

Economia
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Crise econômica faz pessoas cortarem gastos com o tabaco para controlar o orçamento

Érico Fabres / 03 de junho de 2016
Foto: Rafael Passos
Na terça-feira, foi celebrado o Dia Mundial de Combate ao Fumo, mas, todos os dias, milhares de pessoas tentam parar com o vício, que mata mais de cinco milhões no mundo. Os números, porém, não impressionam os fumantes e nem mesmo as figuras colocadas no verso das carteiras, mostrando as doenças que o tabagismo causa. O motivo para parar, no momento, é a crise econômica e a recessão.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro Universitário Cesumar (Unicesumar), de Maringá, no norte do Paraná, muita gente pode estar gastando mais de R$ 7 mil por ano somente com a compra de cigarros. Ou seja, uma média de três maços de cigarros por dia. Em seis anos, a pessoa pode chegar a gastar R$ 42 mil, o preço de um carro. Em 18 anos, chegaria a R$ 126 mil, o valor de um apartamento.

O levantamento reforça um estudo internacional feito em 20 países, que revelou que o fumante no Brasil consome, em média, 17 cigarros por dia, que custa, em média, R$ 7. Com um maço por dia, em um mês a pessoa chegaria a gastar R$ 210. Já se a pessoa consome dois maços por dia, ele vai precisar desembolsar R$ 420 mensais, ou seja, quase a metade de um salário mínimo (R$ 880).

Vício custa um carro

A agente penitenciária Carolina Araújo, 34, começou um tratamento para parar de fumar. Já havia tentado, mas voltou. A vida tabagista iniciou aos 15 anos. Com os dois anos parados, foram 17 anos de cigarro, consumindo, em média, uma carteira ao dia, o que representa mais de R$ 48 mil.

O suficiente para comprar um carro 0km, justamente um bem que ela pretende comprar com a economia que fará. “O gasto está pesando demais no orçamento. Esse é o principal motivo, depois a saúde", disse.

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