quinta, 23 de janeiro de 2020
Economia
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Criado para resolver problemas dos consumidores, SAC segue inoperante

Bárbara Wanderley / 01 de agosto de 2018
Foto: Reprodução
O Decreto 6.523, que regulamenta o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), completou nessa terça-feira (31) 10 anos de existência, ainda deixa muito a desejar quanto a sua aplicação. De acordo com o secretário da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP), Helton Renê, se os SAC das empresas realmente funcionassem, não se precisaria de Procon.

No primeiro semestre deste ano, o Procon do Estado registrou 12.598 atendimentos e, desses, 2.343 problemas com SAC. Já o Procon-JP recebeu 5.841 reclamações de consumidores.

Embora a secretaria não contabilize especificamente as queixas relacionadas aos SAC, é presumível que todos os consumidores que procuram o Procon para reclamar já tenham tentado resolver o problema por essa via e não conseguiram, conforme explicou Helton Renê.

Além de não resolver os problemas dos consumidores, o atendimento do SAC muitas vezes não segue o estabelecido no decreto que regulamenta, que prevê, por exemplo, que caso o primeiro atendente não tenha competência para resolução da demanda, a ligação deve ser transferida ao setor superior em até 60 segundos. “Como consumidores, sabemos que não é isso que acontece”, comentou Helton.

De acordo com o secretário do Procon-JP são as próprias empresas que se prejudicam ao terem o serviço de pós-venda ineficiente. “Nós sempre dizemos: ‘resolvam os problemas do seus clientes’. Se houvesse um SAC bem estruturado, nem precisaria de Procon, mas quando o consumidor chega com um problema que não conseguiu resolver com a empresa, já entramos com multa, é pior para eles”.

10 empresas mais reclamadas

Oi 594

Cagepa 304

Claro S.A 261

Energisa 207

Tim Nordeste 170

Caixa 152

Bradesco Card 140

Banco do Brasil 18

Vivo 101

Magazine Luiza 100

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