domingo, 19 de novembro de 2017
Economia
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Consumo de gás natural apresenta crescimento de 21,9% no setor residencial

Edson Verber / 01 de abril de 2016
O consumo de gás natural na Paraíba cresceu 21,9% nos setores residencial e comercial, mas, em face da retração na produção, provocada pela “crise” caiu 9,8% nas industrias. Números foram fornecidos pela PBGás (Companhia Paraibana de Gás) e são resultados de comparação entre os anos de 2014 e 2015.

No segmento industrial da Paraíba a queda se materializa na constatação de que o volume médio comercializado em 2014 foi de 247.540 m³ dia, enquanto em 2015 foi de 220,870 m³ dia.

O diretor técnico e comercial da PBGÀS, Carlos Vasconcelos, explica que o crescimento de 21,9% nos segmentos residencial e comercial, verificou-se em razão da ampliação do número de ligações à rede de gás natural e aos investimentos na expansão da malha de distribuição. “Em dezembro do ano passado, a PBGÁS superou os 10 mil clientes com a conexão de 2.184 novos consumidores apenas em 2014” - garantiu.

Construção civil

No segmento comercial e durante o mesmo período, o número de empreendimentos abastecidos por gás natural saltou de 144 para 165 clientes, em João Pessoa e Campina Grande. “Já o setor automotivo se manteve estável no fechamento de 2015 com as vendas de 83.835 mil m³ dia, 4% a menos que o ano de 2014 que atingiu 87.500 m³ dia”- avaliou o Diretor.

Ele destacou que o desaquecimento do setor da construção civil teve grande repercussão na queda do consumo industrial, pois impactou diretamente, com a retração do consumo das cerâmicas que correspondem a 58% da participação no segmento industrial, também influenciando negativamente no volume de gás natural comercializado na Paraíba.

Carlos Vasconcelos destacou que as perspectivas para 2016 são de um ano difícil em relação a comercialização de gás no segmento industrial, ainda em razão da recessão econômica, mas se espera uma recuperação da capacidade produtiva já instalada a partir de 2017. Ele ressaltou, contudo, que as expectativas são de crescimento do segmento residencial com a ligação de grandes edifícios e também no comercial, com a inclusão de empreendimentos como grandes restaurantes e shoppings.

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