segunda, 14 de outubro de 2019
Economia
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Consumidores deixam compras para última hora e enfrentam lojas lotadas

Bárbara Wanderley / 25 de dezembro de 2018
Foto: Rafael Passos
Lojas cheias, filas e muita gente na rua. Assim ficou a maior parte do comércio de João Pessoa no fim da semana até a véspera de Natal (24), por causa do velho hábito dos consumidores de deixar as compras para a última hora. As lojas do Centro abriram no domingo, como já vinha acontecendo desde o início do mês, a estimativa de um grande fluxo de pessoas se confirmou. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estima que 9,3 milhões de pessoas pretendem realizar as compras de Natal apenas na semana que antecede a comemoração.

De acordo com o gerente do Armazém Paraíba da Lagoa, David Jansen, o movimento já começou a melhorar a partir da última quinta-feira, quando muita gente recebeu a segunda parcela do 13º salário, e se intensificou ontem. “No primeiro dia é mais o pessoal indo ao banco, aí depois vem fazer as compras”, disse.

A gerente da loja San Remo, Thaíse da Silva, contou que esperava um crescimento nas vendas em relação ao ano passado, e que o movimento começou a se intensificar também a partir do pagamento do 13º, na quinta-feira.

Para a estudante Maria Vitória, o motivo de adiar as compras é outro: a esperança de encontrar boas promoções. Ela acredita que podem haver descontos mais tarde, mas reconhece que deixar tudo para a última hora tem suas desvantagens. “Tem que estar disposto a andar muito, procurar, enfrentar fila”, comentou.

É por causa das filas que a dona de casa Maria do Socorro disse que não gosta de deixar as compras para o último momento. “É muito corrido, não gosto. Vou comprando aos poucos, cada fim de semana compro uma coisa. Consigo comprar tudo e não enfrento fila”, explicou.

Alguns consumidores estão preferindo economizar e esquecer as compras por hora. É o caso da modelo Cássia Karoline, que contou que não vai comprar presentes, apenas uma roupa para usar nas festas, mas também está repensando essa aquisição. “Não sei se vou comprar mesmo, já tenho tantos vestidos”, ponderou.

A comerciante Maria de Lucena também quer passar longe das lojas por enquanto. “Estou precisando comprar uma geladeira, mas ainda não estou podendo, vou deixar para o ano que vem”, disse.

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