segunda, 23 de outubro de 2017
Economia
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Consumidor menos confiante faz vendas despencarem

Edson Verber / 02 de abril de 2016
Foto: Arquivo
A queda no nível de emprego e a redução da renda impulsionaram a redução de 1,12% no ICC (Índice de Confiança do Consumidor) na Região Metropolitana de João Pessoa, na comparação entre os meses de março e fevereiro de 2016. O índice passou de 98,49 pontos em fevereiro de 2016 para 97,39 pontos neste mês, conforme pesquisa do Ifep-PB (Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba). A diminuição se deu depois de dois meses consecutivos de alta. Já comparando março de 2016 com 2015, retraiu muito mais - 5,57%, de 103,13 para 97,39 pontos.

Ao analisar os dados apurados pelo Ifep-PB nos dez primeiros dias do mês de março com cerca de 400 entrevistados escolhidos de forma aleatória na Região Metropolitana de João Pessoa, o Presidente da Federação do Comércio Bens Serviços e Turismo da Paraíba, Marconi Medeiros assegurou que “o recuo apurado pode ser atribuído, em parte, à queda do nível de emprego e redução da renda real das famílias provocada pela inflação. Além desses fatores, o nível de endividamento do consumidor se encontra em patamares elevados”.

Na avaliação por gênero, a pesquisa - cuja escala de pontuação que mede a confiança do consumidor varia de 0 a 200, na qual acima de 100 pontos indica otimismo e abaixo disso, pessimismo - revelou que a redução da confiança foi maior entre os homens (-1,34%), atingindo 96,64 pontos neste mês. Entre as mulheres (0,99%) o índice marcou 97,97 pontos neste mesmo período.

Com relação à situação atual, a parcela de consumidores que avaliaram como “melhor” a situação familiar, caiu de 21,55% em fevereiro para 18,97% neste mês. Entre os quesitos sobre a situação futura da família, caiu de 56,36% em fevereiro para 50,87% em março deste ano o número de entrevistados que a avaliaram “como melhor”. Na avaliação dos consumidores em relação à estabilidade de seus empregos, caiu a parcela de pessoas que se sentiram “seguros” ou “extremamente seguros”, saindo de 31,07% em fevereiro para 30,34% neste mês.

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