quinta, 15 de abril de 2021

Economia
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Construção civil se recupera da crise econômica, diz CBIC

Bárbara Wanderley / 29 de maio de 2019
Foto: Imagem ilustrativa
Setor mais afetado pela crise econômica dos últimos quatro anos, a construção civil retomou o crescimento este ano. De acordo com o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Irenaldo Quintans, após grave recessão, no período de 2015 a 2017, e estabilidade em 2018, este ano os números voltaram a aumentar e a perspectiva é de crescimento entre 10% e 15%.

“Imóvel é muito importante no seio da família. A demanda está crescendo, o estoque reduzindo. O objetivo do pai de família é adquirir seu imóvel”, comentou Quintans. Ele ressaltou que, embora a aprovação da reforma da previdência seja muito importante, o setor vai crescer independente disso. “Claro que se a reforma for aprovada o clima muda e a confiança aumenta muito e teremos em retorno mais rápido”.

Com uma melhora no setor, os empresários esperam poder retomar os empregos perdidos, que saíram de 3 milhões antes do início da crise, para 1,5 milhão atualmente, conforme explicou o vice-presidente da CBIC.

Irenaldo Quintans comentou ainda sobre os problemas que vêm atingindo o Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) desde o início do ano. O repasse pelo Governo Federal dos subsídios do programa atrasou por um longo período e levou construtores de todo o país a realizarem protestos.

“O Minha Casa Minha Vida é um programa vitorioso, mas precisa de revisões, de aprimoramento. A CBIC está sentada neste momento com o Governo Federal formatando um novo modelo para o programa”, disse.

Quintans destacou que o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, garantiu neste mês, durante o 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que o MCMV não será extinto, apenas modificado.

Ainda não se sabe, porém, quais mudanças serão feitas no programa. Fala-se em locação social. remanejamento de subsídios e criação de outras fontes de recursos, mas até o momento não há nada confirmado. “O que sabemos é que para fazer habitação de interesse social a sociedade como um todo tem que subsidiar, porque tem pessoas que não tem condições de pagar por uma moradia”, afirmou Quintans.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil na Paraíba (Sinduscon-PB), Helder Campos, lembrou que o setor é muito dependente das políticas do Governo, tanto na construção pesada, de infraestrutura, quanto na habitação, mas afirmou que tem esperança nas reformas propostas.

Diagnóstico de setores



Os representantes do setor da construção civil na Paraíba estiveram reunidos, na manhã dessa terça-feira (28), com representantes da indústria têxtil do estado, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), em João Pessoa.

A Fiep realizou, em parceria com o Sebrae, um estudo que busca traçar um perfil dos dois setores no estado. Os resultados foram apresentados ontem aos empresários. A gerente de Articulação Institucional da Fiep, Denise Gadelha, explicou que o estudo qualitativo realizou entrevistas com oito empresas da construção civil e 12 da indústria têxtil no estado, para investigar questões como o porte da empresa, de onde compram, o que produzem, entre outras.

Dessa forma, a reunião de ontem serviu para confrontar os resultados e aprofundar o debate entre os empresários sobre os diagnósticos encontrados e as possíveis soluções.

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