quinta, 13 de maio de 2021

Economia
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Compras pela internet aumentam e os golpes e insatisfações também

Érico Fabres / 11 de março de 2017
Foto: Ilustração Correio
 

O e-commerce brasileiro começa 2017 com boa perspectiva de faturamento: a expectativa é de alta de 10% a 15% no ano, após encerrar 2016 com crescimento de 8% nas contas do Ebit, e de 11% segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Porém, assim como crescem os negócios virtuais, também aumenta o número de pessoas que querem se aproveitar para aplicar golpes. São necessários cuidados na hora de comprar para o barato não sair caro e nem substituir o prazer que algum produto poderia proporcionar por uma dor de cabeça em função de algum defeito ou problema na entrega.

Segundo um relatório do Google, atualmente o faturamento do setor está em R$ 47,1 bilhões, e ele tem 2,8% de participação no varejo, contando alimentos e bebidas (R$ 46,3 bilhões excluindo os dois segmentos).  Mas, pela projeção da empresa, a cifra deve chegar a R$ 84,7 bilhões em 2021 e abocanhar 4,6% do mercado (R$ 82,9 bilhões e 9,5% do mercado sem contar alimentos e bebidas).

O Mercado Livre possui o programa “Compra Garantida” que protege todo e qualquer consumidor que efetuar uma compra no site seguindo os Termos & Condições da plataforma. Em casos de divergência entre comprador e vendedor, o primeiro passo é o comprador acessar sua conta do site, e no link do produto adquirido abrir uma reclamação com o vendedor. Por este canal terá oportunidade de conversar com ele para entrarem em um acordo, mas caso isso não ocorra, poderá solicitar a ajuda. O caso é avaliado e um contato com as partes é feito para dar a solução final que pode ser a troca do produto, devolução do dinheiro, etc. “Dessa forma, ressaltamos a importância do comprador e vendedor sempre seguirem os Termos & Condições de uso da plataforma. Ressaltamos que o Mercado Livre é uma empresa de tecnologia que oferece espaço para que vendedores e compradores se encontrem”, afirma a comunicação social do site.

O Procon-JP não tem uma lista de sites confiáveis, porém listou as empresas mais reclamadas na Secretaria em 2016, ainda que não seja um número significativo. Em 2016 houve um total de 7.778 aberturas de reclamações no órgão e, destas, 126 foram de problemas relacionados às compras através da internet.

Empresas mais reclamadas no Procon-JP



  1. Nova Pontocom (Casas Bahia e Ponto Frio) - 36


  2. Cnova Comércio Eletrônico- 29


  3. com- 25


  4. MagazineLuiza - 08


  5. Walmart - 08


  6. Mercado Livre - 07


  7. com - 07


  8. Shoptime - 06




Como comprar pela internet sem ter dor de cabeça?



  1. Fique de olho na segurança - a fórmula chave para identificar se o site que você pretende realizar uma compra é confiável, é observar se este possui o Certificado de Segurança SSL – encontrado na barra de endereços. Os sites seguros e protegidos devem conter um cadeado verde clicável, que mostra a segurança do ambiente. Essa validação é realizada pelo navegador do usuário, seja ele Google Chrome, Firefox, Opera, entre outros.


  2. Desconfie de ofertas milagrosas - ofertas e descontos das lojas virtuais são muito atrativas, mas antes de oferecer seus dados pessoais e informações do seu cartão de crédito, é melhor analisar se a compra é realmente necessária e se o fornecedor é confiável. Procure informações como razão social, CNPJ, endereço, telefone e e-mail.


  3. Procure a opinião de outros consumidores - busque referências sobre o portal ou o aplicativo onde você realizará a compra. Além de perguntas às pessoas mais próximas de você, é interessante fazer pesquisas em redes sociais ou em sites especializados como Reclame Aqui ou Buscapé.


  4. Compare preços - tenha noção da faixa de preço normal do produto que você busca, tanto em lojas físicas como em lojas virtuais. Assim, desconfie se o desconto ofertado for muito fora da faixa normal de preço do produto.


  5. Atente-se às condições de entrega - o fornecedor é obrigado a estipular um prazo de entrega e disponibilizar essa informação ao comprador. Além disso, muitas vezes o frete não está incluso no valor da compra e o consumidor deve ficar atento a essa cobrança




Fonte: Soluti, empresa especializada em segurança e certificação digital

 

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