quinta, 18 de abril de 2019
Economia
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Comércio paraibano fecha 2018 com crescimento; veja números

Ellyka Gomes / 14 de fevereiro de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
O comércio paraibano fechou 2018 com bons resultados. Em dezembro, o varejo registrou alta de 0,4% frente a novembro, sendo o único do país a apresentar crescimento no período. No acumulado de janeiro a dezembro de 2018, o comércio varejista paraibano avançou 2,2% - apresentando o terceiro melhor resultado entre os estados nordestinos. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado do comércio varejista paraibano em 2018 ficou atrás apenas do Maranhão, que registrou crescimento de 5,9%, e do Rio Grande do Norte, com 6,8%. Na contramão do crescimento, apareceram a Bahia, que recuou 0,1%; o Piauí (-0,3%); e Pernambuco, que registrou queda de 0,8%, pior resultado do Nordeste.

O comércio varejista nacional cresceu 2,3% em 2018, na comparação com 2017 - apresentando o segundo ano consecutivo de alta nas vendas. Segundo o IBGE, esse resultado foi puxado por três das oito atividades do varejo: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,6%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,9%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%).

Por outro lado, Combustíveis e lubrificantes (-5%) exerceu o maior impacto negativo, seguido por Tecidos, vestuário e calçados (-1,6%), Móveis e eletrodomésticos (-1,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-14,7%).

Para o economista chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fabio Bentes, a inflação controlada foi fator determinante para os resultados positivos do comércio em 2018.

Melhor resultado do Nordeste



No comércio varejista ampliado, que engloba todos os setores do varejo mais os segmentos Automotivo e de Materiais de Construção, em dezembro, o Estado apresentou crescimento de 0,7%, mais uma vez, o único do Nordeste a registrar um comportamento positivo. O resultado da Paraíba também foi positivo no acumulado de 2018.

Com crescimento de 3,9% no acumulado do ano, o Estado ficou em terceiro lugar no Nordeste, atrás do Rio Grande do Norte (+5,7%) e do Maranhão (6,1%). No final do ranking, apareceram Alagoas, com crescimento de 2,2%; Pernambuco (+1,7%); e Bahia (+1,5%).

A CNC calculou que essa retração foi de R$ 29,5 bilhões, em preços de dezembro de 2018. Desde então o setor recuperou R$ 13,1 bilhão, ou seja, 45% do estrago acumulado ao longo da última recessão. Para 2019, a entidade prevê crescimento de 5,6% nas vendas do varejo ampliado e de 3% para o varejo restrito. “O maior ritmo de atividade econômica e o papel desempenhado pelo consumo das famílias no PIB deverão permitir que as vendas no varejo mantenham tendência de alta”, pontuou Bentes.

Varejista ampliado



O comércio varejista ampliado nacional avançou 5% em 2018, em relação a 2017. No entanto, segundo avaliação da CNC, apesar dos resultados positivos, o varejo nacional ainda não se recuperou totalmente dos estragos causados pela recessão econômica que persistiu até 2016. No varejo ampliado, a crise durou 48 meses (entre agosto de 2012 e agosto de 2016) e gerou uma perda acumulada no volume de vendas de 22,1%.

61% estão na informalidade



Cerca de 61% das pessoas que compõem a força de trabalho no mundo atuam de maneira informal. É o que aponta um relatório divulgado ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com dados de 2018. Segundo a pesquisa, o número de pessoas trabalhando na economia informal é de cerca de 2 bilhões de pessoas.

Nessa divisão por categorias, as pessoas que atuam por conta própria se destacam no mercado da informalidade. Entre elas, 85% estão no mercado de trabalho considerado “informal”. Já entre os assalariados, são cerca de 40%.

“Significativamente, os trabalhadores informais são muito mais propensos a viver em condições de pobreza do que os trabalhadores formais”, diz a OIT.

“É importante notar, porém, que a formalidade não é garantia de escapar da pobreza e que os trabalhadores informais não se limitam a ser pobres”, complementa a organização.

Os dados da pesquisa da agência das Nações Unidas se referem ao mercado de trabalho no mundo todo, mas também refletem a situação no Brasil. Em 2018, a soma de pessoas trabalhando por conta própria ou no mercado informal seguiu acima da quantidade de empregados com carteira assinada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Aumentam inativos



A pesquisa da OIT aponta que a proporção de pessoas que fazem parte da força de trabalho vem caindo nos últimos 25 anos. Atualmente, o número de pessoas com idade de trabalhar é de 5,7 bilhões de pessoas em todo o mundo. Entre elas, 3,3 bilhões estão empregadas, enquanto os desempregados são 172 milhões. Outros 2 bilhões de pessoas, aproximadamente, estão fora da força de trabalho.

Na divisão por idade, esse fenômeno de redução na participação na força total de trabalho é ainda mais acentuado entre pessoas com idade entre 15 e 24 anos – o que aponta uma melhora nos índices de frequência escolar dos jovens, segundo a OIT. Entre 2013 e 2018, a participação das pessoas nessa faixa etária na força de trabalho diminuiu 2,2 pontos percentuais, um recuo bem maior que a queda de 0,5 ponto percentual da média total.

A OIT indica ainda que o aumento das oportunidades de aposentadoria e expectativa de vida também ajuda a explicar a redução da proporção de pessoas na força de trabalho. Embora essa seja uma boa notícia, o cenário aumentou a situação que o relatório menciona como “taxa de dependência” – a relação entre o número de pessoas trabalhando e as que são economicamente inativas. Isso, ainda segundo a OIT, torna necessárias discussões sobre a “organização do trabalho e distribuição de recursos na sociedade”.

“Em primeiro lugar, e mais importante que tudo, os sistemas previdenciários existentes serão forçados a manter as pessoas idosas fora da pobreza. Em segundo lugar, o aumento da taxa de dependência aumenta a demanda de trabalho em setores específicos, como o setor de saúde, acelerando a transformação estrutural”, diz a OIT.

“Terceiro, uma força de trabalho cada vez mais envelhecida desafia a capacidade dos trabalhadores para acompanhar o ritmo da inovação e mudanças estruturais no mercado de trabalho.”

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