domingo, 09 de maio de 2021

Economia
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Combustível subirá de 15 em 15 dias, diz Petrobras

Arthur Araújo / 07 de setembro de 2018
Foto: Reprodução
A Petrobras anunciou, nessa quinta-feira (6), uma mudança na política de preços praticada pela empresa e que vinha causando aumentos quase diários que afetavam o consumidor. A partir de agora, será permitido um congelamento de até 15 dias dos preços em casos excepcionais, quando for identificado que fatores externos estão influenciando o mercado, como caso de desastres naturais. Ao final do período, no entanto, a variação de preço segurada pela empresa será aplicada de forma direta.

A empresa informa que não vai trocar a política de preços, apenas aplicar uma mudança que não afeta diretamente o próprio resultado financeiro. Atualmente, o preço é estabelecido levando em consideração principalmente o valor do dólar e do câmbio internacional, o que faz com que os reajustes sejam frequentes. Desde o dia primeiro de agosto, por exemplo, o preço foi alterado 18 vezes, chegando a um aumento de 12% entre o início e o final do mês.

A partir de agora, o valor permanecerá estável por mais tempo. “Em momentos de maior volatilidade, a gente tem a possibilidade de usar esses instrumentos de modo que o resultado financeiro da companhia não se altere”, afirmou o diretor financeiro da Petrobras, Rafael Grisolia. Passado o período de congelamento, no entanto, a diferença será aplicada de forma unificada.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), a política que permite aumentos diários é danosa para os proprietários de postos e para o consumidor. A instituição acredita que a alteração frequente de preços beneficiava apenas a própria refinaria e também as distribuidoras, setores que conseguiram grande lucro mesmo em meio á crise econômica.

Para o Sindipetro-PB, qualquer medida que amenize a política que vinha sendo aplicada melhora a situação, mas não traz alentos. De acordo com o órgão, o congelamento permitirá um planejamento mínimo do preço por permitir uma previsão dos impactos. A defesa da instituição é por reajustes a cada 30 dias, o que, em sua visão, permitiria uma realidade mais justas para os três elos da cadeia produtiva.

Gasolina mais cara

O menor preço do litro da gasolina nos postos de João Pessoa subiu quatro centavos e está sendo encontrado a R$ 4,099 (Posto Millenium - Água Fria), segundo pesquisa comparativa realizada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) realizada na qarta-feira, em relação ao levantamento do dia 28 de agosto. O maior preço do produto também aumentou, saindo de R$ 4,399 para R$ 4,590. O número de postos que aumentou o preço do combustível também cresceu: 99 dos 104 que foram pesquisados.

Álcool

O menor preço mostrou redução, quando na pesquisa anterior estava em R$ 3,079 e caiu para R$ 2,999 (SIM - Água Fria, Texas - Funcionários II, BSB - Mangabeira). O maior preço também registrou queda, caindo de R$ 3,599 para R$ 3,499  (Autopel - Tambauzinho). Treze postos aumentaram, 35 reduziram e 46 mantiveram o preço do produto em relação ao levantamento anterior.

Diesel

Com relação ao óleo diesel, Helton Renê informa que o preço do produto também está sendo monitorado. “O preço do óleo diesel S10 também registrou aumento considerando nossa pesquisa do dia 28 de agosto, passando, o menor preço, de R$ 3,199 para R$ 3,250 (São Luiz - Rangel) e, o maior, de  R$ 3,691 para R$ 3,991 (De Ville - Água Fria). O número de estabelecimentos que aumentou o valor do produto também cresceu: 73”.

Gás Natural Veicular

O gás natural veicular (GNV) manteve os mesmos preços da pesquisa realizada no final de agosto, com os 12 pontos de revenda do produto ficando com valores de R$ 3,479 (Metrópole - Epitácio Pessoa), Bancários (Bancários), Z (Cidade Universitária) a R$ 3,499 (Frei Damião - Ipês) . Acesse a pesquisa completa: http://midi.as/74r2.

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