sexta, 22 de fevereiro de 2019
Economia
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Chegou o dia de ‘sepultar’ as lâmpadas incandescentes

Rammom Monte e Nice Almeida / 29 de junho de 2016
Foto: Divulgação
Já faz algum tempo que as pessoas perceberam que pagar mais pelas lâmpadas fluorescentes e de LED vale a pena pela economia que elas geram. Tanto que é difícil encontrar as incandescentes nas casas e até mesmo no comércio. A 'morte' das incandescentes já foi decretada pelo Ministério das Minas e Energias desde 2010, quando foi publicada a Portaria de número 1.007 que regulamentou o uso das incandescentes. E agora, depois de seis anos, enfim elas serão definitivamente 'sepultadas'.

Desde 2016 já saíram de circulação as lâmpadas de 60 watts. A partir desta sexta-feira (01), não será mais permitido fabricar e comercializar as incandescentes de até 40 watts. Até janeiro deste ano, elas eram as únicas com permissão para continuarem sendo comercializadas. Isso resultará na eliminação de todas as lâmpadas desse tipo.

As lojas ainda poderão vendê-las, mas apenas as que estiverem no estoque. A fiscalização ficará por conta do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e, de acordo com a regulamentação, o não cumprimento da regra acarretará aos infratores a aplicação das penalidades previstas na Lei no 10.295, de 17 de outubro de 2001, que dispõe sobre a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia.

De acordo com o gerente da área de combate a perdas da Energisa Paraíba, Fabrício Sampaio, a decisão se dá por conta da diferença de consumo. “A principal ideia é estimular a redução do consumo de energia. As lâmpadas de LED são bem melhores em eficiência. Para se ter uma ideia, uma lâmpada incandescente transforma 95% do que ela produz em calor. Ou seja, gera mais calor do que luz. A LED é exatamente o contrário, apenas 5% de calor. Além de não produzir calor, é mais durável. Dura de 20 a 30 vezes mais. Ela tem um preço maior mas dura mais, então o custo-benefício é grande”, afirmou.

Grandes varejistas já não vendem mais

Apesar da norma só passar a valer a partir da sexta-feira, algumas grandes lojas varejistas já nem comercializam mais as lâmpadas incandescentes, como é o caso da Carajás. De acordo com um dos gerentes do local, Edmilson José, o estabelecimento não tem este tipo de produto há mais de um ano.

“Incandescentes não temos. A venda está 100% em cima da lâmpada LED. Tiramos de circulação por conta do mercado e também pela norma . O mercado foi engolindo essas lâmpadas. Hoje só temos LED e eletrônica. Aumentamos as vendas de LED em media 85% em relação ao ano passado”, finalizou.

lamapdas

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