quinta, 03 de dezembro de 2020

Economia
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Cesta mais cara do NE: Aumento nos preços na região chega a 3,6% e fica acima do nacional

Redação / 10 de agosto de 2016
Foto: Divulgação
A região Nordeste teve um aumento nos preços dos alimentos que compõem a cesta básica do Dieese, em julho de 2016, de 3,6%, comparado com o mês anterior. A variação da cesta nordestina foi a maior em todas as regiões brasileiras.

A cesta média do país variou em julho 1,7%. A segunda maior variação foi na cesta da região Norte, 2,4%, e a menor nas regiões Centro-Oeste e Sul, 0,1%.

A cesta básica do Nordeste encerrou o mês de julho custando R$ 386,653. Isso representa que os moradores dessa região têm sido mais sacreficados do que outras.

Mais de 16% no ano

Olhando a variação em doze meses, a cesta básica da região Nordeste ficou no mesmo patamar que a variação da cesta da região Sudeste, 16,8%, e levemente inferior a Cesta Média Nacional, 16,9%. As variações das cestas do Norte e do Sul, ficaram abaixo da variação da cesta nordestina, 15,6% e 15,7%, respectivamente.

O valor da cesta básica regional em julho subiu em todas as capitais pesquisadas do Nordeste. Em João Pessoa e Fortaleza, observaram-se as maiores elevações no valor da cesta de 5,7% e 4,4%, respectivamente, comparado com o valor de junho de 2016. As menores variações ocorreram em Aracajú, 0,7% e Recife, 2,4%. As cidades de Natal e Salvador tiveram aumentos na ordem de 3,0% e 3,7%, respectivamente.

Capital lidera elevação na região

A cesta básica no Nordeste apresentou o maior crescimento entre as regiões em julho (3,6%), mas manteve-se com o valor mais baixo do país, custando R$ 386,65. Os maiores aumentos foram verificados em João Pessoa (5,7%), Fortaleza (4,4%) e Salvador (3,7%), que detém a cesta mais cara da região (R$ 400,95).

As informações são oriundas de levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste, com base em informações divulgadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo o levantamento, feijão (14,8%), leite (10,0%) e tomate (4,2%) foram os itens que mais contribuíram para a elevação do preço da cesta básica nordestina no mês. A única variação negativa foi do óleo (-0,7%). Outros alimentos que têm participação relevante na cesta, registraram variações abaixo da média: carne (0,3%); pão (1,3%) e banana (0,1%).

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