quinta, 19 de outubro de 2017
Economia
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Cesta básica de JP foi a 3ª do Nordeste com maior aumento

Da redação com assessoria / 14 de março de 2016
Foto: Divulgação
A cesta básica de João Pessoa foi a terceira que mais apresentou alta no mês de fevereiro, entre as capitais do Nordeste. Foi o que apontou o resultado da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgada nesta segunda-feira (14). De acordo com o levantamento, a cesta subiu 3,12% em relação a janeiro e passou a custar R$360,66.

O valor equivale a 44,55% do salário mínimo, que custa R$ 880.  Para conseguir comprar todos os itens da cesta básica, o trabalhador de João Pessoa, que recebe um salário mínimo, teria que trabalhar 90 horas e 10 minutos.

No Nordeste, a capital que apresentou maior variação foi Fortaleza (5,15%), com uma cesta no valor de R$ 387, 63. Em seguida, vem Aracaju, com uma variação de 3,24% e um cesta custando 362,09%.

Cesta básica

Ao todo no Brasil, em fevereiro de 2016, o custo do conjunto de alimentos básicos aumentou em 13 capitais do Brasil e diminuiu em outras 14. As maiores altas ocorreram em capitais do Norte – Macapá (8,93%), Belém (8,64%) e Manaus (7,92%). As maiores retrações aconteceram em Vitória (-8,45%), Palmas (-7,80%) e Campo Grande (-6,00%).

São Paulo foi a capital com maior custo da cesta básica (R$ 443,40), seguida de Brasília (R$ 438,69), Manaus (R$ 437,86) e Florianópolis (R$ 430,69). Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 331,79), Salvador (R$ 337,84), Maceió (R$ 347,38) e Rio Branco (R$ 349,22).

Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em fevereiro de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.725,01, ou 4,23 vezes mais do que o mínimo de R$ 880,00. Em janeiro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.795,24, ou 4,31 vezes o piso vigente.

Comportamento dos preços

Em fevereiro, houve predominância de alta em quase todos os produtos da cesta nas capitais do Brasil, com destaque para o óleo de soja, feijão, leite, açúcar e farinha de mandioca, pesquisada nas regiões Norte e Nordeste. O tomate e a batata, coletada na região Centro-Sul, mostraram diminuição na maior parte das cidades.

Todas as capitais registraram alta no óleo de soja. As variações oscilaram entre 1,54%, em Manaus e 16,76%, em Macapá. A exportação de soja seguiu firme pelo câmbio favorável.

Internamente, apesar do período de intensificação de colheita, os trabalhos foram interrompidos pelas chuvas.

Houve aumento de preço do feijão em 26 cidades. Para o feijão carioquinha – pesquisado na região Norte, Nordeste, Centro-Oeste e nas cidades de Belo Horizonte e São Paulo – foram registradas elevações entre 2,73% em Campo Grande e 22,77%, em Aracaju. A exceção foi Belo Horizonte (-3,57%). O feijão preto, pesquisado na região Sul e em Vitória e Rio de Janeiro, apresentou alta em todas as cidades, com destaque para Florianópolis (17,68%), Curitiba (9,62%) e Vitória (8,33%). Com as lavouras prejudicadas pelo clima, houve tanto redução na oferta quanto na qualidade do grão, e o preço do feijão carioquinha seguiu em alta e influenciou também a cotação do feijão preto.

O leite teve o preço majorado em 25 capitais, e diminuiu apenas em Boa Vista (-3,75%) e Recife (-0,32%). As maiores altas foram registradas em Aracaju (12,70%), Manaus (2,54%), Florianópolis (2,25%), Porto Velho (2,02%) e Palmas (1,89%). As chuvas frequentes, o alto custo de produção, principalmente dos insumos, elevaram o preço do leite, cuja entressafra inicia-se no fim de março.

Foi verificado aumento do preço do açúcar em 25 capitais, queda em Brasília (-1,63%) e estabilidade em Vitória. As altas foram mais expressivas em Florianópolis (17,31%), Natal (11,46%), Maceió (10,61%), João Pessoa (10,12%) e Boa Vista (10,04%). Parte da produção de cana-de-açúcar foi destinada ao etanol; além disso, as usinas priorizaram a entrega de contratos, o que reduziu a oferta.

A farinha de mandioca, pesquisada nas regiões Norte e Nordeste, aumentou em 14 cidades, diminuiu em Aracaju (-4,22%) e ficou estável em Rio Branco. As maiores altas foram anotadas em Belém (21,18%), Macapá (18,97%) e Manaus (16,89%). Alguns fatores restringiram a oferta da mandioca: retração de parte dos agricultores à espera de melhores preços e clima desfavorável à colheita.

A batata diminuiu em 10 capitais do Centro-Sul onde o produto é pesquisado. A exceção foi Florianópolis, com pequena variação positiva (0,55%). As quedas mais expressivas foram apuradas em Vitória (-22,00%), Campo Grande (-19,96%) e Brasília (-18,12%). As chuvas prejudicaram a qualidade do tubérculo, mas a safra do Paraná, que terminou em janeiro, abasteceu as principais praças de comercialização e houve redução do preço no varejo, na maior parte das capitais.

Após elevação expressiva em janeiro, o preço do tomate apresentou queda em 18 das 27 capitais. As retrações oscilaram entre -43,49% em Vitória e -1,20% em Rio Branco. Nove cidades ainda mostraram elevação de preço, com destaque para Belém (26,35%), Macapá (20,62%) e Fortaleza (15,60%). A intensificação da colheita em algumas regiões elevou a oferta e diminuiu o preço do tomate em algumas cidades.

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