segunda, 23 de novembro de 2020

Economia
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Cautela é a palavra de ordem na hora de usar a primeira parcela do 13º salário

Alyf Santos / 16 de junho de 2016
Foto: Divulgação
O adiantamento da primeira parcela do 13º salário deverá ajudar os servidores da prefeitura de João Pessoa e do Governo do Estado em suas despensas pessoais. Mas, nessa época em que a crise domina as pessoas as deixando endividadas, qual a melhor forma de gastar esse dinheiro extra?

O economista Josemar Tenório orienta que a maneira mais indicada para usar o bônus salarial precisa estar relacionada com a situação financeira do cidadão para que não aja o mau aproveitamento do dinheiro.

Segundo ele, é preciso ter cautela e sabedoria para administrar as 'moedas' adquiridas. “Numa situação pela qual atravessa o País, e com os "parcos" ganhos dos servidores, a melhor opção é ver o como ficará o quadro da economia”, comentou.

Algumas pessoas podem pensar em usar o bônus salarial para pagar dívidas, mas o cidadão precisa ficar atento e não “evaporar” todo dinheiro, se for o caso o interessante é guardar.

“Pagar as dívidas, sim, desde que  negociando favoravelmente ao devedor. Se aplicar os juros que se aplicam em contratos inadimplidos é desaconselhável. Numa altura dessas, o crédito do cliente já foi para o “beleléu”, então, se pagar não recupera o crédito, o conselho é negociar para solucionar a pendência, se é que esse adiantamento do 13º mês poderá suprir isso. Fora dessas hipóteses, guardar o dinheiro é a melhor opção”, disse Josemar Tenório.

Pensar em investir em algo é o que não deve acontecer, já que, segundo Josemar, esse valor não é tão considerável para isso. “Os valores não são assim tão elevados. Existem categorias que são bem remunerados, mas, que não chega a tanto para investir em algo. Então, o melhor é colocar na poupança pra com mais calma o que fazer para bem utilizar esse dinheiro”, explica.

E no final das contas, quem pretende aproveitar para comprar, a palavra de ordem é cautela para não sair gastando sem pensar no depois. “Nada de gastar tudo! Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, como diz o ditado popular. Tem funcionários que já têm o comprometimento em mais de 70% da sua renda, então, não sobra nada! É só o dia a dia sem qualquer extra”, alertou o economista Josemar.

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