quarta, 17 de outubro de 2018
Economia
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Carestia e sujeira espantam clientes do Mercado Central

Bárbara Wanderley / 05 de maio de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Os preços das verduras subiram e andam espantando os clientes que frequentam o Mercado Central, em João Pessoa. É o que diz a vendedora Cláudia da Silva. “Quando eu digo os preços, eles se impressionam, mas depois que veem que é geral, subiu em todo lugar, então acabam comprando”, afirmou. O grande vilão da vez é a cebola, que praticamente dobrou de preço e está custando R$ 5 o quilo.

A vendedora Vanda Soares afirmou que comprou a saca de cebola por R$ 50 há cerca de 15 dias. Com isso, ela precisou reduzir de seis para três a quantidade de cebolas que vende em um pacote por R$ 1. Na banca de Vanda, é possível comprar diversos tipos de verdura, como tomate, cenoura, batata, beterraba e chuchu, além das cebolas, todos já separados em pacotes que custam R$ 1 cada. A cada alta de preços, no entanto, a quantidade de itens nos pacotes diminui.

“O movimento está mais ou menos. No início do mês melhora, porque o pessoal recebe salário. Lá para o dia 10 ou 12 fica mais parado. A gente ainda consegue vender mais do que quem vende no peso, porque é mais prático, o cliente não tem o trabalho de escolher, pesar, e o preço de R$ 1 é acessível para quem está com pouco dinheiro”, comentou Vanda.

A comerciante Vanda Soares disse o único problema do mercado é a falta de estacionamento. “Tem cliente que deixa de vir porque não tem onde parar o carro”, apontou. Mas, para outros comerciantes, a falta de estacionamento não é o único problema do mercado, que, com uma estrutura melhor, poderia ser um ponto turístico, a exemplo do que ocorre em outros municípios brasileiros.

No pavilhão das verduras, as calhas estão entupidas, e a água das chuvas acaba vazando em cima das barracas e corredores. “Quando chove, aqui fica de um jeito que não dá nem para andar”, disse Cláudia da Silva.

O comerciante João Felipe gastou R$ 150 do próprio bolso para trocar a calha que fica sobre a sua barraca de frutas. O valor, segundo ele, é equivalente a uma semana de trabalho, mas o gasto foi necessário porque a água estava danificando as frutas que vende. “Hoje estou vendendo só banana porque não tinha onde colocar as melancias até terminar esse conserto”, comentou.

João Felipe, que estava vendendo as bananas por R$ 4, afirmou que o preço do produto baixou. “Eu comprava por R$ 220 o milheiro, ultimamente comprei por R$ 160”. Segundo ele, a previsão é de uma grande safra para este ano e, com isso, o preço deve baixar ainda mais. “Acho que o movimento até vem melhorando no mercado. Há uns quatro, cinco meses, estava muito ruim. Acho que foi a economia que melhorou”.

O diretor da Divisão de Abastecimento de Alimentos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Michel Pinheiro, afirmou que a equipe de manutenção deve chegar ao mercado na próxima semana para resolver o problema das calhas e outras questões relativas à manutenção. Não há previsão de reforma para o mercado este ano. “Temos previsão de reforma apenas para os mercados de Jaguaribe, Oitizeiro e Bairro dos Estados”.

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