sábado, 20 de julho de 2019
Economia
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‘Caixinhas de Natal’ ajudam comerciantes no fim do ano

Ellyka Gomes / 22 de novembro de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Sempre muito bem decoradas para chamar a atenção dos clientes, as tradicionais caixinhas de Natal são uma garantia de uma renda extra para os trabalhadores do comércio no final do ano. O lucro da empreitada depende do tamanho do estabelecimento e da quantidade de clientes que frequentam o local. A reportagem do jornal CORREIO percorreu algumas lojas do Centro de João Pessoa e descobriu que todos têm estratégias para arrecadar mais dinheiro e táticas para garantir a segurança da caixinha.

A atendente de caixa Witamara Mendes contou que, em 2015, a caixinha de Natal do mercadinho em que trabalhava em Santa Rita rendeu R$ 400 para cada funcionário. Segundo ela, os clientes são muito mais generosos do que se imagina. “As notas mais baixas são de R$ 2... Tem gente que contribui com até R$ 20”, revelou, acrescentando que a decoração da caixinha faz toda a diferença para atrair a generosidade dos clientes.

Em um restaurante no Mercado Central, a caixinha de Natal tem um sistema de segurança inusitado: uma abertura discreta na parte de trás, estrategicamente pensada para recolher notas altas. O gerente do estabelecimento explicou o motivo. “A caixinha fica em cima do balcão, ou seja, ela fica muito exposta... Qualquer um que passa pode pegar e sair correndo. Então a gente retira as notas altas, porque se alguém roubar, leva apenas as moedas”, revelou.

Elizabete Neves, funcionária do restaurante, contou que recentemente um cliente depositou R$ 50 na caixinha. “A gente faz a festa: toca o sininho e, em um só coro, agradecemos a atitude”, disse. O sino também é tocado no açougue em que Ivo Feitosa trabalha como balconista. Por lá, os funcionários têm uma estratégia para acelerar a arrecadação.

“A gente coloca a caixinha a partir do mês de novembro. Quando entra em dezembro, a gente agradece ao cliente pela preferência e pergunta se eles podem contribuir com nossa caixinha de Natal”, contou. Se os clientes ficam constrangidos com a abordagem? “Não, porque a gente toca o sino e agradece novamente”, garantiu Ivo. Encontramos até vendedor ambulante com caixinha de Natal.

“Ano passado eu apurei R$ 200”, revelou Jefferson da Silva, que vende picolé no Mercado Central. Franci Gomes, dona de uma banca de revista, observou, ao longo de muitas caixinhas de Natal, que homens tendem a ser mais generosos do que mulheres, acrescentando que em ano de movimento fraco, como em 2017, a caixinha de Natal ainda rendeu R$ 300.

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