terça, 02 de março de 2021

Economia
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Brasileiros estão comendo menos fora de casa

Redação / 08 de junho de 2017
Foto: Reprodução
Com menos dinheiro no bolso por conta da crise, o brasileiro está cortando o número de refeições feitas fora de casa. É o que mostra uma pesquisa da consultoria GS&MD. Segundo o levantamento, de janeiro a março deste ano, 3,5 bilhões de refeições foram feitas em restaurantes e lanchonetes no país - 100 milhões a menos que no primeiro trimestre de 2016.

"O emprego e a renda têm impacto importante nessa redução de tráfego, o consumidor está adotando um comportamento mais racional", avalia Eduardo Yamashita, diretor de inteligência de Mercado da GS&MD, responsável pelo estudo. O número de trabalhadores desempregados chegou a 14,2 milhões nos três primeiros meses do ano, um índice de 13,7%, segundo o IBGE.

Por outro lado, o valor médio que cada consumidor gastou com alimentação na rua cresceu de R$ 12,60 para R$ 13,80 do primeiro trimestre de 2016 para o deste ano, o que fez com que o faturamento do setor saltasse de R$ 45,4 bilhões para R$ 48,4 bilhões na mesma comparação.

As maiores quedas foram registradas exatamente nas principais refeições que o brasileiro faz fora de casa: o almoço e o lanche da tarde.

Consumidores querem economizar

Os consumidores que planejam reduzir os gastos em junho chegam a 58%, de acordo com o Indicador de Propensão ao Consumo, calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). O levantamento também apontou que 42% dos consumidores utilizaram algum tipo de crédito em abril.

A maior parte dos entrevistados diz que não tem sobra nem falta de dinheiro (42%) e 37% dizem estar no “vermelho”, sem conseguir pagar todas as contas. Somente 15% dizem estar com sobra de dinheiro. Excluindo itens de supermercado, na lista dos produtos que os consumidores pretendem comprar em junho, roupas, calçados e acessórios foram citados por 23%. Em seguida, aparecem os itens de farmácia (22%), recarga de celular (18%) e perfumes e cosméticos (13%).

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