terça, 11 de maio de 2021

Economia
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Brasileiros aderem ao ‘consumo colaborativo’ e compartilham casa, carona e até roupa

Ellyka Gomes / 23 de agosto de 2018
Foto: Imagem ilustrativa
Nove em cada dez brasileiros que já experimentaram alguma modalidade de consumo colaborativo ficaram satisfeitos após a experiência vivenciada. Caronas, aluguel para temporadas e compartilhamento de roupas foram as práticas compartilhadas mais adotadas pelos consumidores. O levantamento foi realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

A economia compartilhada, também conhecida como ‘Consumo Colaborativo’, traz ao mercado modelos de negócios em que a experiência de consumo vale mais do que a propriedade sobre um determinado bem. “Trata-se de uma mudança de paradigma em que o verbo ‘possuir’ é substituído pelo verbo ’compartilhar’. Assim, ao invés de simplesmente adquirir, a pessoa escolhe desfrutar de um produto ou serviço de forma coletiva”, explicou o educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

“É como se a pessoa se perguntasse: será que eu preciso mesmo de um carro na garagem e de todos os custos associados a esse bem ou meu objetivo real é apenas me deslocar rapidamente pela cidade de forma barata?”, complementou Vignoli. Para 81% dos entrevistados, a economia colaborativa torna a vida mais fácil e funcional e 71% disseram que possuir muitas coisas em casa mais atrapalha do que ajuda.

A pesquisa demonstrou que embora a revenda, troca e aluguel já existissem há tempos, as novas tecnologias impulsionaram as práticas existentes e viabilizaram o surgimento de novas. “As pessoas sempre viveram inseridas em redes de relacionamento. Contudo, a tecnologia e a internet potencializaram essas relações. Para a economia compartilhada, isso significa que as pessoas podem estar em contato mais rapidamente e de forma ampla, rompendo distâncias e aproximando interesses em comum, inclusive entre desconhecidos”, destacou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Desconhecimento. O crescimento do consumo colaborativo no Brasil ainda enfrenta barreiras. Na opinião dos entrevistados, as principais barreiras para a economia compartilhada estão ligadas ao desconhecimento sobre quem está do outro lado. Mais da metade (51%) das pessoas ouvidas disse que têm medo de ‘serem passados para trás’ e 43% falaram do perigo de lidar com estranhos. Outros temores são a falta de garantias no caso de não cumprimento do acordo (42%), falta de informação (37%) e desconfiança com relação a qualidade daquilo que está sendo dividido (30%).

“A economia compartilhada oferece soluções criativas que aproximam consumidores de um jeito diferente e muitas vezes sem intermediários. Com barreiras desfeitas, a confiança ganha ainda mais importância nesse contexto", comentou o educador financeiro José Vignoli.

"É natural que com a popularização dessas práticas colaborativas, formas mais seguras de aproximar pessoas, sejam criadas com o auxílio da tecnologia. Principalmente, porque muitos desses modelos de negócios atendem a necessidades reais das pessoas e muitas delas não querem abrir mão da facilidade adquirida".  José Vignoli. Educador Financeiro

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