segunda, 18 de janeiro de 2021

Economia
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Bandidos ousam e clonam cartões sem precisar de senhas

Érico Fabres / 04 de maio de 2016
Foto: Arquivo
Um antigo golpe, comum no Sudeste, se tornou sofisticado a ponto de os estelionatários não precisarem mais da senha do cartão. Criminosos ligam para clientes de bancos dizendo que o cartão de crédito deles foi clonado. Munidos de informações verdadeiras da vítima, pedem que ela entregue o dispositivo quebrado ao meio para um motoboy e nem sequer requisitam a senha, esperam digitá-la no telefone. Depois conseguem interceptar a ligação das vítimas para o número da central do banco.

De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), não existem registros desse golpe na Paraíba, mas que mesmo com os bancos brasileiros investindo anualmente bilhões de reais em sistemas de segurança física e eletrônica para garantir a tranquilidade de seus clientes e colaboradores, os próprios usuários devem ficar atentos e adotar, sempre que possível, medidas de segurança.

A Febraban também alerta que “se alguém lhe telefonar dizendo-se funcionário do banco e pedir-lhe para informar dados pessoais ou digitar sua senha em uma ‘central eletrônica’, não o faça em hipótese alguma. Digite sua senha somente quando a ligação for de sua iniciativa e em aparelhos próprios ou de seu uso pessoal. Nunca informe seus dados pessoais e senhas em sites que não sejam os do banco”.

Perdeu R$ 35 mil

O psicólogo Mário Milanello, 53, recebeu uma ligação em seu telefone fixo. Do outro lado, a pessoa dizia ser do departamento de segurança dos cartões do banco Itaú.

Perguntaram se havia feito uma compra em uma loja e um saque na função débito. O psicólogo disse que não, e ouviu do atendente que dois cartões seus haviam sido clonados.

Certo de que era alguém do banco - já que possuía suas informações pessoais, além de uma lista de compras que efetivamente havia feito -, o psicólogo deu sequência ao cancelamento. Pediu que a conversa fosse encerrada para que ele próprio ligasse para o banco.

Do mesmo aparelho, ligou para o número da central do banco. Em momento algum ele informou as senhas. Um motoboy foi até a casa de Milanello e levou o envelope com os cartões quebrados.

Depois, recebeu nova ligação, de fato, do banco. “Aí eu já não acreditava em mais nada”, disse. Perdeu R$ 35 mil.

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