terça, 13 de abril de 2021

Economia
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Bancos fecham agências mesmo com lucro de R$ 13,4 bilhões só no 2º trimestre

Érico Fabres com agência / 10 de fevereiro de 2017
Foto: Arquivo
Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander, juntos, lucraram R$ 13,46 bilhões no segundo trimestre de 2016 – nos três meses anteriores, o ganho havia sido de R$ 12,877 bilhões. O número representa uma alta de R$ 150,9 bilhões, ou 43,26%, em relação aos R$ 348,9 bilhões em valor de mercado registrados pelos quatro bancos somados ao final de 2015, de R$ 348,9 bilhões. Ainda assim, tendo como bode expiatório a crise econômica, as instituições já anunciaram redução no número de agências, inclusive na Paraíba e, em João Pessoa, caixas eletrônicos foram retirados dos shoppings, restando apenas a opção dos 24h, que cobra taxa para alguns serviços e não aceita pagamentos, restringindo os serviços aos clientes.

Apesar da recessão, não houve déficit para as instituições, apenas uma redução nos lucros, o que foi uma unanimidade em quase todos os setores. Em 2015, no segundo trimestre, o lucro líquido foi R$ 17,346 bilhões, um recorde histórico de faturamento. De acordo com o Banco Central do Brasil, definições de estrutura (quantidade, localização de agências e caixas eletrônicos, entre outros, são de competência das próprias instituições, que levam em consideração, entre outros pontos, a sua estratégia mercadológica.

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirma que não há um estudo do histórico de quantidade de agências ou de caixas eletrônicos em cada Estado.

Procon-JP promete fiscalizar

O chefe de gabinete do Procon-JP, Djair Bezerra, afirmou que não foi recebida nenhuma denúncia sobre a diminuição de agências ou de caixas eletrônicos, mas se houver, um processo de investigação será aberto. De acordo com ele, o Sindicato dos Bancários deve ser chamado para discutir o assunto, juntamente com a direção do Banco do Brasil, o único até o momento a anunciar oficialmente o fechamento de filiais.

As agências da instituição que fecharam as portas são as do Espaço Cultural (4453), Shopping Sul (4571), Mag Shopping (4636) e Cabo Branco (5891), em João Pessoa, e do Partage Shopping  (4503), em Campina Grande. “No Procon é a população que estabelece as demandas, então é preciso haver denúncias para podermos avaliar os assuntos, mas a partir de hoje já vamos fazer algumas fiscalizações, incluindo os bancos”, conta.

De acordo com Bezerra, os shoppings serão notificados também para informar qual foi o motivo das retiradas dos caixas eletrônicos, se foi solicitação das instituições financeiras ou dos centros comerciais. O chefe de gabinete afirma que a prática visa diminuir os gastos dos bancos com manutenção de equipamentos, que são divididos no caso dos caixas 24h.



 

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