terça, 13 de abril de 2021

Economia
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Banco Central reduz Selic para 6,75% ao ano gerando novo piso histórico

Redação / 08 de fevereiro de 2018
Foto: Reprodução
Como esperado, o Banco Central anunciou nessa quarta-feira (7) corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do país, levando a Selic a 6,75% ao ano, novo piso histórico. Foi a 11ª redução seguida.

A decisão do BC veio em linha com o esperado pelo mercado. Dentre 40 analistas e casas ouvidos pela agência Bloomberg, 38 apostavam na queda com esse percentual.

A queda de 0,25 ponto percentual mostrou nova redução do ritmo de corte promovido pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

O Banco Central viu espaço para cortar mais a Selic em um cenário de inflação controlada. O IPCA, índice oficial de preços, encerrou o ano passado abaixo do piso da meta do BC pela primeira vez desde 1999.

A meta estipulada está em 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Em 2017, o IPCA avançou 2,95%, resultado mais baixo desde 1998.

Poupança atrativa

A queda da taxa básica de juros para 6,75% ao ano deixou a poupança mais atrativa que a maioria dos fundos de investimento de renda fixa, em especial aqueles com taxa de administração salgadas, de acordo com simulações feitas pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

O Copom decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, em linha com o esperado pelo mercado.

A decisão do BC foi tomada diante de um cenário de inflação comportada.

A Anefac estima o rendimento mensal da poupança em 0,39% com a Selic a 6,75% ao ano.

Pelas contas da associação, fundos com taxa de até 0,5% ao ano batem a rentabilidade da poupança, independentemente do prazo de resgate considerado. A caderneta perde para fundos com taxa de 1% ao ano em caso de resgate em até seis meses, empata se o período de saque for entre seis meses e um ano e ganha acima de um ano.

A poupança perde também para fundos com taxa de administração de 1,5% se o resgate for feito em mais de dois anos e empata se o dinheiro for sacado entre um e dois anos. Em prazos menores, a caderneta ganha.

Já fundos com taxas iguais ou superiores a 2% ao ano perdem para a caderneta independentemente do prazo considerado.

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