sexta, 26 de fevereiro de 2021

Economia
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Aumentos nos preços dos combustíveis afastam clientes e donos de postos prometem protesto

Celina Modesto e Edson Verber / 01 de agosto de 2017
Foto: RAFAEL PASSOS
Os proprietários de postos revendedores de combustíveis fazem hoje uma mobilização nacional contra os aumentos dos impostos PIS e Cofins sobre os combustíveis, implantado pelo governo federal na semana passada. Na Paraíba, os 450 postos em operação deverão aderir à manifestação com faixas e adesivos nos postos, além de mobilização de caravanas no interior e esclarecimento à população acerca do peso dos impostos.  Comente no fim da matéria.

De acordo com o Sindipetro-PB, o reajuste dos impostos mais do que dobrou e, a reação do mercado, foi imediata, com o consumo caindo mais de 20%. Dessa forma, os protestos querem a redução dos impostos para que o valor dos combustíveis, que atingiu recorde na última semana, possa também ser reduzido. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço da gasolina subiu, em média, 8,22% no país. Foi o maior aumento desde que a ANP começou a fazer o levantamento semanal de preços, em 2004.

Segundo a pesquisa divulgada pela ANP na última sexta-feira, o preço médio da gasolina no país foi de R$ 3,749 por litro na semana passada, R$ 0,285 acima do praticado na semana anterior. Para a gasolina, o valor dos impostos dobrou, passando a R$ 0,41 por litro. Para o diesel, subiu a R$ 0,21 por litro e para o etanol, a R$ 0,32 - na semana passada, porém, o número foi revisto para R$ 0,24, para adequar o aumento a limite legal estabelecido para a cobrança dos tributos sobre o combustível.

“Com a crise econômica que diminuiu o poder de compra da classe média, já tínhamos uma queda nas vendas em torno de 20%. Depois do reajuste do PIS e Cofins, elevando os preços da casa dos R$ 3,09 para entre R$ 3,49 e R$ 3,69, a situação se complicou e, até o final do mês, a estimativa é de que chegue aos 30% ou mais”, afirmou.

Segundo o sindicato, caso o quadro não mude, “os empresários terão de cortar quadros, principalmente, nos postos que só vivem da venda da gasolina, pois os que têm conveniência têm um faturamento a mais”.

Em nota, o Sindipetro-PB, através do presidente Omar Hamad Filho, garante que “na Paraíba, cujo ICMS é um dos mais altos do Brasil, a adesão será quase total, com os donos dos postos colocando faixas pretas nas bombas de combustíveis em sinal de luto”.

Ainda, “a carga de impostos sobre os combustíveis no Brasil já é extremamente pesada.

, de modo que aumentar impostos é ruim para todo mundo, do empresário que já não atravessa um bom momento na economia ao consumidor. Por isso não podemos ficar parados”, disse Omar Hamad Filho.

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