quarta, 25 de novembro de 2020

Economia
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Aumento na taxa de importação do etanol preserva 44 mil empregos na Paraíba

Redação / 26 de agosto de 2017
Foto: Divulgação
O aumento de 20% na importação de etanol para volumes que excederem 600 milhões de litros ao ano aprovada pela Câmara de Comércio Exterior do Brasil (Camex) vai beneficiar diretamente a cadeia produtiva na Paraíba, preservando 44 mil empregos. Segundo o deputado federal Benjamin Maranhão (SD), a medida foi vista como "alívio" especialmente para os produtores das regiões Norte e Nordeste. O parlamentar vinha lutando contra a decisão de retirada da taxa de importação, prejudicando os produtores brasileiros.

“Essa decisão foi uma vitória, pois barrou de certa forma, uma verdadeira inundação de etanol importado dos Estados Unidos que estava apenas prejudicando o setor produtivo brasileiro sem trazer nenhum benefício ao consumidor, já que não derrubava o preço nem da gasolina, muito menos, do próprio etanol. Era uma concorrência desleal com o produtor brasileiro que não tem os mesmo subsídios”, disse.

O deputado disse que a decisão tomada pelo Governo Federal foi fruto de uma mobilização da bancada nordestina. “Tivemos várias reuniões no Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Agricultura acompanhando todos os representantes do setor produtivo do etanol, que tem uma cadeia produtiva que vai desde o plantador de cana ao fornecedor de insumos”, disse.

De acordo com Benjamin, a matéria é de grande importância para a Paraíba já que envolve toda região do Litoral Sul, da região de Mamanguape e parte do Brejo, além litoral Norte, com Caaporã e Pedras de Fogo. “Essas regiões têm como principal cultura a cana de açúcar e o etanol, sendo o maior empregador de carteira assinada no setor industrial da Paraíba”, explicou.

O Ministério da Agricultura informou que a tarifa será válida por um período de 24 meses, ao final do qual será avaliada. O Brasil não taxava a importação do biocombustível.

Empregos - Na Paraíba, o setor sucroalcooleiro, a principal matriz energética do Estado, fatura em torno de R$ 1 bilhão, gera 44 mil postos de trabalho (diretos e indiretos) em 26 municípios paraibanos, segundo dados do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado da Paraíba (Sindalcool). Estudo feito pelo movimento #AquiTemAgro aponta que as 371 unidades produtivas em atividade no Brasil e que o setor gera 900 mil empregos diretos e congrega 70 mil produtores rurais independentes, dos quais quase 30 mil estão no Nordeste.

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