domingo, 09 de dezembro de 2018
Economia
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Aposentados sofrem para comprovar vida nos bancos

Edson Verber / 01 de março de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Em todas as agências bancárias de João Pessoa - inclusive dos bancos privados -, nessa quarta-feira (28) pela manhã, foram registradas grandes filas de aposentados que, como sempre, deixaram para o último dia a realização de “prova de vida” para continuar recebendo, normalmente, o dinheiro das suas aposentadorias do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). Para chegar à boca do caixa e fazer a prova, teve aposentado que passou até três horas na fila.

Um dos que se encontrava na fila do Banco do Brasil da Praça 1817, área central de João Pessoa - a maior de todas - era o poeta repentista Oliveira Francisco de Melo, o Oliveira de Panelas, 72 anos. Ele disse concordar com a necessidade de fazer a prova de vida, para se evitar as fraudes, “mas a forma como é feita é errada, porque nos coloca em grandes filas esperando por horas, quando se poderia fazer usando as novas tecnologias, inclusive, porque o sistema bancário brasileiro é o mais moderno do mundo”.

Para José Pereira de Vasconcelos Júnior, dentista aposentado desde 2003, “os bancos deveriam, em parceria com o INSS, investir mais um pouco e usar a tecnologia da digitalização, comparada com as fotos das pessoas, que já estão disponíveis através do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para verificar quem está vivo e recebendo os proventos”.

Revoltada, a aposentada de 78 anos, Marluce Bispo da Silva, foi a única a dizer que era contra e justificou, garantindo que “os idosos aposentados já mostraram que são honestos durante toda a vida. Não precisava deixar a gente jogada por mais de duas horas para poder receber um pouco que tem direito. Isso tá errado, é uma vergonha e tem que mudar”.

Descontentes

A maioria dos aposentados concorda com a prova de vida, mas à unanimidade discorda da forma como é feita, com grandes filas, que consideram humilhantes, vergonhosas e absurdas.

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