quinta, 26 de novembro de 2020

Economia
Compartilhar:

Aplicativo do Google fará pais restringirem uso do celular dos filhos

Redação / 29 de março de 2018
Foto: Reprodução
O Google está lançando no mercado brasileiro um aplicativo para que os responsáveis por crianças controlarem o que podem ou não fazer em um smartphone que rode Android e em qual horário.

Chamado de Family Link, o aplicativo foi criado em uma parceria entre as equipes de engenheiros do Google no Brasil, em Belo Horizonte, e dos Estados Unidos, sediados na Califórnia. Em teste desde setembro de 2017 nos EUA, o app só agora começa a ser liberado para outros mercados. E a primeira parada é a América Latina.

O aplicativo é voltado aos pais. São eles que devem instalá-lo em seu aparelho, seja Android ou iPhone, e criar uma conta Google familiar, a ser configurada no celular dos filhos - por ser uma conta Google, só aparelhos do sistema Android estão dentro do raio de ação do serviço.

Determina hora de dormir

Os pais a partir da instalação do aplicativo, podem, por exemplo, aprovar ou proibir apps instalados da Google Play Store; Limitar o horário de uso do celular e para cada aplicativo; Monitorar o tempo gasto por aplicativo em períodos semanais e mensais.Bloquear remotamente o dispositivo em determinada hora do dia, como a hora de dormir ou do almoço.

Na prática, o aplicativo é uma forma do Google de levar crianças e adolescentes para o universo de seus serviços. No Brasil, é preciso ter 13 anos para criar uma conta pessoal para navegar nas ferramentas da empresa. Mas essa idade muda para 18 se o intuito for ver determinados vídeos no YouTube ou usar serviços como AdSense, AdWords e Google Wallet.

“O Family Link dá à criança a liberdade para acessar um dispositivo Android, mas ao mesmo tempo obviamente seguir as regras que o pai ou a mãe estabelecerem”, diz Marcel Leonardi, conselheiro sênior de políticas públicas do Google.

“O Google não acredita que está no papel de pai. A gente só fornece uma ferramenta para o pai ou mãe gerenciar aquilo que ache mais adequado para o filho. Eu sei como pai que às vezes a gente coloca um horário para o filho e não obedece”, diz Leonardi, que é pai de duas crianças, de 9 e 12 anos.

Menores de 13. Em janeiro, o Facebook criou uma versão de seu serviço de bate-papo para crianças que é controlada por pais. Não deuww outra. O Messenger Kids foi alvo de uma série de críticas de ONGs de defesa da infância.

“Crianças simplesmente não estão prontas para ter conta em redes sociais”, disse a Campanha para Infância sem Comerciais, de Boston, em uma carta endereçada ao presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg.

Relacionadas