sexta, 23 de abril de 2021

Economia
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Apesar da queda da Selic, bancos aumentam taxas do cheque especial

Redação / 28 de fevereiro de 2018
Foto: Reprodução
Apesar de o Brasil estar num processo de queda da taxa básica de juros, os bancos, de forma oportunista, aproveitaram o início do ano - quando os brasileiros têm contas extras para pagar como matrícula, material escolar e impostos - para aumentar as principais taxas cobradas em empréstimos às famílias. Os juros do cheque especial subiram 1,7 ponto percentual e chegaram a 324,7% ao ano em janeiro, o maior patamar desde maio do ano passado.

O crédito parcelado do cartão de crédito, consignado em folha de pagamento, pessoal, financiamento de veículos, renegociação de dívidas e rotativo regular do cartão e até a compra da casa própria estão mais caros. Cresceu justamente a parcela que inclui o lucro das instituições financeiras não apenas para pessoas físicas, mas também de pessoas jurídicas.

Outra alta taxa de juros é a do rotativo do cartão de crédito, que atingiu 241% ao ano em janeiro, com aumento de 7,1 pontos percentuais em relação a dezembro. Essa é a taxa para quem paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia.

Já a taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura caiu 14,6 pontos, indo, em janeiro, para 387,1% ao ano. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito ficou em 327,9% ao ano, com queda de 6,9 pontos percentuais em relação a dezembro.

O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras transferem a dívida para o crédito parcelado, seguindo regra estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no ano passado.

A taxa do crédito parcelado aumentou 3 pontos percentuais para 171,5% ao ano, no primeiro mês do ano. A taxa média de juros para as famílias subiu 0,7 ponto percentual para 55,8% ao ano, em janeiro. A taxa média das empresas também cresceu 0,7 ponto percentual: agora é de 22,3% ao ano.

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