terça, 16 de julho de 2019
Economia
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Alimentos estão mais caros, segundo pesquisa nacional

Ellyka Gomes / 13 de março de 2019
Foto: Rosemberg Felipe
O custo da cesta básica subiu 4,80% em fevereiro, em relação ao mês anterior, em João Pessoa. As altas mais expressivas ocorreram nas cidades nordestinas: Recife (+7,88%), Natal (6,75%) e Aracaju (6,46%). A Capital paraibana apresentou a quarta maior variação do Nordeste e a sétima do País. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A cesta básica em João Pessoa acumula alta de 9,57% nos dois primeiros meses do ano e, nos últimos 12 meses, de 6,81%. Em fevereiro, o preço médio do conjunto de alimentos essenciais custou de R$ 378,26 para os pessoenses, representando 41,20% do salário mínimo.

O feijão carioquinha foi o principal alimento que puxou a alta da cesta básica na Capital paraibana. Entre janeiro e fevereiro, o produto subiu 54,30%. No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento já é de 106,15%. De acordo com o Dieese, a baixa oferta do grão e a redução da área semeada foram os fatores responsáveis pelo aumento do preço no varejo brasileiro.

A banana apresentou a segunda maior variação de preço nos dois primeiros meses do ano: 14,25%, seguida por açúcar refinado (5,26%), tomate (3,56%), pão francês (1,32%) e óleo de soja (0,52%). Já os alimentos que registraram queda nos preços entre janeiro e fevereiro na Capital paraibana foram arroz agulhinha (-3,32%), manteiga (-2,71%), leite integral (-2,43%), café em pó (-2,18%), farinha (-1,44%) e carne (-0,74%).

O pessoense que recebe um salário mínimo precisou trabalhar mais horas em fevereiro para comprar a cesta básica. Em janeiro, o tempo necessário foi de 79 horas e 34 minutos. Já no mês passado foi 83 horas e 23 minutos. É natural que alguns consumidores não sintam no bolso uma real economia no preço dos itens que compõem a cesta básica.

Economistas explicam que isso acontece porque nem sempre os índices de pesquisas representam a inflação de cada família. Como os levantamentos demonstram a variação média de cada produto, geralmente o item que apresentou redução, por exemplo, não simboliza uma diferença na lista de compras de determinada pessoa.

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