sexta, 22 de janeiro de 2021

Economia
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Água do Rio São Francisco não será de graça

Fábio Cardoso / 17 de fevereiro de 2017
Foto: Arquivo
O Governo do Estado vai cobrar pela água da transposição, mas só a partir de 2018. Outro ponto importante nesse aspecto, é que todos os consumidores da Paraíba - do litoral ao sertão - pagarão por essa distribuição, mesmo aqueles que não tiverem em suas torneiras a água vinda do Rio São Francisco. A cobrança será a partir de março de 2018, depois que forem assinados os contratos entre os estados (Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará) e a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco).  A informação é do secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia.

Segundo o secretário, apesar das águas do Velho Chico começaram a chegar no estado a partir de abril deste ano, pelo Eixo Leste, e previsto para chegar pelo Eixo Norte em dezembro, a cobrança será feita a partir de janeiro de 2018. Com a chegada da água pelos dois eixos, cerca de 2 milhões de pessoas passarão a contar com a água.

João Azevedo disse está em estudo uma série de engenharia até a chegada da água nas torneiras. Na última quarta-feira em Brasília, o governador da Paraíba Ricardo Coutinho participou de uma reunião com os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Helder Barbalho, da Integração Nacional. Foi apresentado aos ministros um documento com 12 pontos para serem discutidos e viabilizados, entre eles, o valor que será cobrado pelo uso da água.

Esse valor, disse o secretário, será resultado de um conjunto de investimentos que estão sendo feitos na obra de transposição, desde obras complementares, como o sistema de bombeamento da água, rede de esgoto, e ainda o modelo de cobrança que será adotado. “Queremos uma tarifa que tenha o menor impacto possível para os usuários da água”, afirmou João Azevedo.

O projeto de transposição do Rio São Francisco tem um custo de R$ 8 bilhões para o Governo Federal. A Paraíba deve investir cerca de R$ 200 milhões como contrapartida para alguns projetos complementares. Será dessa matemática que o valor a ser cobrado aos usuários da água.

João Azevedo acredita que na próxima reunião entre os ministros (Padilha e Barbalho) com os governadores do Nordeste, prevista para o dia 8 de março em Brasília, muitos pontos já deverão estar esclarecidos para serem colocados em prática.

 

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