segunda, 12 de abril de 2021

Economia
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25% dos consumidores admitem gastar mais do que podem

SPC Brasil / 06 de novembro de 2015
Foto: Arquivo
Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizada em todas as capitais somente com internautas que vivem fora do seu padrão de vida, ou seja, gastam mais do que podem ou fecham o mês sem sobras de dinheiro, revela que um quarto (25%) dos entrevistados admite comprar produtos que extrapolam o seu orçamento apenas para agradar os outros. Em João Pessoa, nove pessoas responderam à pesquisa.

O percentual é maior entre pessoas com idade entre 25 e 35 anos (35%). O levantamento revela ainda que 12% dos entrevistados compram mais do que podem com o intuito de manter a reputação ou a boa imagem perante os demais e 11% realizam suas compras pensando mais no que as pessoas ao seu redor vão achar deles do que na própria satisfação pessoal.

Para o educador financeiro do portal 'Meu Bolso Feliz', José Vignoli, o estudo constata que muitos consumidores idealizam para si um padrão de consumo que diversas vezes não corresponde aos limites do seu próprio orçamento pessoal. "Isso acontece porque muitos desses consumidores querem transmitir às pessoas do seu convívio, como amigos, parentes e colegas de trabalho, que eles são pessoas bem sucedidas e realizadas, exemplo disso é que 66% dos entrevistados disseram ficar felizes quando receberem elogios por algo que compraram", afirma Vignoli.

Internautas admitem reparar na casa, roupa e celular de colegas

Reparar nos bens materiais de amigos e familiares é comportamento frequente entre os consumidores entrevistados. Segundo a pesquisa, 46% dos internautas ouvidos admitem reparar na casa ou no apartamento dos familiares e amigos - sobretudo as mulheres (51%). Seguindo a lista, os outros produtos que os entrevistados mais observam nas pessoas a sua volta são o modelo de carro de amigos e familiares (42%), a forma como se vestem (42%) e a marca de celular que possuem (40%).

Influências sociais no consumo dos entrevistados

A fim de mensurar o impacto e a influência que as novas aquisições de outras pessoas exercem sobre o entrevistado, o estudo preparou algumas simulações. Em um dos casos, os respondentes foram perguntados se sairiam com os colegas de trabalho para um happy hour após o expediente mesmo com o orçamento apertado. Dentre os internautas pesquisados, 30% admitiram que sim, sendo que 19% nem pensariam no orçamento para aproveitar o momento e, 11% iriam a confraternização porque ficariam preocupados com o que as demais pessoas poderiam falar ao seu respeito.

Metodologia

A pesquisa foi feita com 623 internautas das 27 capitais que admitiram viver fora do padrão de vida. A definição desse conceito considera dois critérios: ter fechado as contas do mês no zero a zero nos últimos seis meses, sem sobra de dinheiro, ou não ter conseguido fechar as contas do mês, ficando no vermelho. Para aqueles que ficaram no vermelho, foram desconsiderados a perda de emprego, problemas de saúde e falecimento na família.

A margem de erro é de no máximo 4,0 pontos percentuais com uma margem de confiança de 95%. Isso significa que em 100 levantamentos com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões.

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