segunda, 18 de janeiro de 2021

Economia
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163 mil paraibanos não enviaram declaração e mais gente deve cair na malha fina

Ellyka Akemy / 26 de abril de 2016
Foto: Arquivo
Faltam quatro dias para o fim do período de entrega da declaração do Imposto de Renda (IR) 2016, referente ao ano-calendário 2015, e a Receita Federal ainda aponta um número muito baixo de declarações entregues na Paraíba. Conforme o último boletim do órgão, divulgado ontem, 163,3 mil paraibanos que devem prestar contas com o leão ainda não haviam enviado o documento.

São esperadas 290 mil declarações, ou seja, pouco mais de 56,3% dos contribuintes entregaram e prazo termina na próxima sexta às 23h59. Embora o percentual esteja abaixo do ideal, o delegado da Receita Federal na Paraíba, Marialvo Laureano, revelou que o órgão já esperava essa situação. “Avaliamos que a entrega está dentro do ritmo, pois é costume do brasileiro deixar tudo para última hora”, destacou.

De acordo com a Receita Federal, dos 284 mil paraibanos que declararam Imposto de Renda em 2015, referente ao ano-calendário de 2014, mais de 21 mil ficaram retidos na malha fina. Desses, mais de quatro mil ainda continuam na lista de inconsistência do órgão. No entanto, a auditora fiscal da Receita Federal, Fabiana Lima Moura, ressalta que essa situação não impede a apresentação da declaração em 2016.

“O contribuinte pode verificar sua pendência no site da Receita na internet. Em alguns casos, como omissão de rendimentos, a retificação da declaração resolve a situação. Nos demais, o interessado pode solicitar antecipação do trabalho de malha, também por meio do site da RFB, ou aguardar intimação fiscal”, explicou a auditora.

Para o contador da Exacto Soluções Contábeis, Iraúna Rocha, a necessidade dos profissionais liberais (médicos, dentistas, advogados, etc.) em informar o CPF de seus clientes, principal mudança das regras do IR deste ano, deverá implicar em um número maior de paraibanos na malha fina. “Essa novidade vai gerar mais burocracia para os profissionais liberais, porque eles davam o recibo aos clientes, mas não pediam o CPF”, explicou.

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