sexta, 19 de julho de 2019
Cultura
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Trio paraibano Rieg aproveita Dia das Bruxas para lançar disco

André Luiz Maia / 01 de novembro de 2017
Foto: Divulgação
O Dia das Bruxas foi nesta terça-feira (31), mas o clima "fantasmagórico" continua no ar. Aproveitando esse gancho, a banda paraibana Rieg decidiu lançar seu novo EP, Witchwitchwitch, disponível em todas as plataformas digitais. O disco de curta duração, disponível nas principais plataformas digitais, é mais um capítulo que integra a narrativa do disco 12:00, previsto para ser lançado no iní- cio de 2018. Na ativa desde 2010, o grupo atualmente é formado pelo vocalista Rieg Rodig, o baixista Daniel Jesi e o baterista Nildo Gonzalez.

Os diferentes backgrounds e experiências artísticas constituem a sonoridade dos trabalhos de Rieg, que transita entre o trip-hop e o pop experimental. De maneira geral, o álbum conceitual se centra na história de um adolescente que encontra no porão de sua casa várias fitas VHS mofadas que revelam o passado desconhecido do seu pai. O grupo vem apresentando a conta-gotas os capítulos dessa história, que devem culminar no álbum completo. Já foram Fiver (2013), I Don’t Know (2015) e Leave It To Me (2016). Em Witchwitchwitch (2017), a narrativa se centra em como esse adolescente mergulha cada vez mais nesse passado nebuloso do pai. O título diz respeito, principalmente, a esse fascínio, que beira o encantamento, do adolescente pela história que encontra no meio das fitas de videocassete. "O medo, o desejo, a incerteza, se tornam cada vez mais ressaltados; aquilo que não gostamos nem de pensar, mas que inconscientemente desejamos fica em primeiro plano.

A magia das bruxas da nossa mente não está necessariamente na alquimia, mas sim na simbologia. Então, é uma questão mais subjetiva. Se as bruxas fazem bem ou mal, é da nossa mente. Mas normalmente fazem bem (risos)", comenta o músico Rieg Rodig, em entrevista ao CORREIO. O EP conta, além da faixa título, com as músicas "Virgin suicides" e "Sundriedeyes", que revelam outros aspectos da psiquê desse adolescente. Apesar de estarem lançando as músicas ao longo dos últimos quatro anos, as músicas do álbum e dos EPs foram todas criadas na mesma época, com o objetivo de criar essa coesão narrativa. Para complementar isso, os videoclipes e artes criadas para ilustrar as músicas seguem uma lógica de sonho (ou seria pesadelo) aliado à estética do vídeo analógico caseiro. "Tudo é baseado na ideia daquelas fitas VHS que tínhamos todos em casa, que já foram gravadas e regravadas à exaustão, que as vezes parece aleatória. São recortes de tempo - e diante do tempo, a imagem vai ficando cada vez mais distorcida. Na sonoridade, trabalhamos muito com recortes e estilos musicais diferentes costurados para dar justamente essa ideia de fita cassete achada", completa Rieg. Em 2018, além do álbum, o grupo pretende lançar também um vídeo com essa estética de vídeo caseiro, um suporte à narrativa do disco.

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