sábado, 19 de setembro de 2020

Cultura
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Totonho diz ter recebido menos da metade de cachê que consta na PMJP

André Luiz Maia / 22 de outubro de 2016
Foto: Divulgação
Após a denúncia feita pelo músico Totonho nas redes sociais, nessa sexta-feira (21), envolvendo a Funjope e e uma empresa de produção cultural da Capital, ele e sambistas de João Pessoa continuam à procura de respostas. Os músicos (integrantes de grupos como Pura Raiz, Clube do Samba e nomes como Potyzinho Lucena, Polyana Resende e o próprio Totonho) fazem acusações referentes a pagamento parcial de cachês e favorecimento nas contratações referentes às atrações do Sabadinho Bom à empresa Anne Fernandes Comunicação e Produções Culturais.

A postagem do músico Totonho em seu perfil do Facebook detonou o caso: ele alega discrepância no pagamento do cachê de seu show no pré-Carnaval de João Pessoa, na concentração do Muriçocas do Miramar, pago através da Funjope. "Recebi menos de R$ 3 mil para o show. No entanto, depois de sete meses, o meu cachê publicado no Portal da Transparência aparece com o valor de R$ 7 mil. Por conta disso, ao lado de uma representante do corpo jurídico do bloco, fui à Funjope à procura de esclarecimentos", explicou Totonho ao CORREIO.

Ele também afirma que tentou apresentar a Basilisco Produções como sua pessoa jurídica na contratação, algo que lhe foi negado.

"Curiosamente, já havia trabalhado com a Basilisco em outros shows da Funjope. No lugar, me ofereceram a empresa de Anne, que já estaria com toda a papelada pronta para me representar. O problema é que, ao assinar o contrato, não havia em lugar algum o valor de R$ 7 mil. Fui atrás do original, mas me foi negado, mesmo sendo um documento público", reclama.

Em nota, a Funjope nega veementemente as acusações de fraude de cachês em relação a qualquer artista. "A escolha do artista foi do próprio bloco e o artista apresentou a empresa de Anne Fernandes para representá-lo através de contrato de exclusividade por ele assinado com a citada empresa, conforme determina a Lei 8.666", pontua a nota.

A respeito da discrepância do valor do cachê, "há de se considerar que este é o valor bruto e que sobre esse valor incidem os descontos previstos em lei".

O músico Renan Rezende, do grupo Pura Raiz, no entanto, ainda realiza outra acusação: o favorecimento à empresa de Anne em relação às atrações do Sabadinho Bom. "Fiz o levantamento no Portal da Transparência e, de julho até aqui, dos 15 shows, oito foram produzidos por Anne Fernandes", explica o músico Renan Rezende, do grupo Pura Raiz, afirmando que os músicos entrarão com uma representação no Ministério Público para apurar o caso.

Até o fechamento desta edição, a Anne Fernandes Comunicação e Produções Culturais não respondeu às ligações da reportagem.

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