sábado, 21 de setembro de 2019
Televisão
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Mais jovem e com um novo visual, She-ra ganha uma nova série animada

André Luiz Maia / 16 de novembro de 2018
Foto: Divulgação
As aventuras da princesa Adora, irmã do príncipe Adam, estão de volta. Não sabe do que estamos falando? Vamos facilitar. She-Ra e As Princesas do Poder é o reboot da série She-Ra, a Princesa do Poder, de 1985, um spin-off de He-Man e os Defensores do Universo, ambos grandes sucessos na TV brasileira. A nova animação vem ao Brasil pela Netflix, em uma produção feita em parceria com os estúdios da Dreamworks.

A série tem treze episódios de 24 minutos e é produzida pela autora premiada Noelle Stevenson, criadora dos quadrinhos Nimona e Lumberjanes. Originalmente, a personagem surge como uma derivação de He-Man, sendo apresentada como uma irmã perdida do herói, basicamente com os mesmos poderes dele, uma tentativa dos estúdios da Filmation e da Mattel em criar algum apelo entre o público feminino.

Agora, a figura do príncipe Adam não é sequer mencionada e She-Ra possui uma linha narrativa própria. Na nova história, a princesa Adora é órfã e foi criada dentro de um regime militar chamado de A Horda, destinada a ser uma grande capitã do exército que está em constante atrito com o reino de Etéria.

Ao descobrir uma espada mágica que a transforma na guerreira She-Ra, ela entende o que há de nefasto nos planos da Horda e passa a conhecer mais de perto o "inimigo", passeando por diversas localidades do reino de Etéria. Com o tempo, sua missão acaba sendo recrutar um grupo de princesas mágicas com o objetivo de derrotar seus ex-aliados.

Polêmica

A história do novo seriado dá uma repaginada na personagem de She-Ra, evidenciando a amizade feminina e desviando de qualquer centralidade na história a amor romântico da protagonista por algum homem. Também pudera, She-Ra aqui é uma adolescente, diferente da mulher exuberante da animação original.

Esse foi um detalhe, por sinal, que dividiu opiniões. Em julho, a Netflix e a Dreamworks divulgaram pela primeira vez o character design da nova She-Ra, o que gerou comentários raivosos de alguns internautas, argumentando que "ela não era tão sexy, voluptuosa ou glamorosa como na série original", ou que ela parecia um menino. O traço também foi criticado, por "infantilizar" a personagem.

Não é a primeira vez que há esse tipo de reclamação. Thundercats Roar, do Cartoon Network teve uma recepção similar. É importante lembrar que essa nova versão dos Thundercats se assemelha a investidas como Tiny Toon e O Pequeno Scooby-Doo, espécies de paródias feitas com base no original. Não é o caso de She-Ra, que faz uma leitura nova, destinado a um público-alvo diferente do seriado de 1985.

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