segunda, 20 de maio de 2019
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Edição 2018 do Emmy mais uma vez consagra ‘Game of Thrones’

André Luiz Maia / 19 de setembro de 2018
Foto: Reprodução
Quase todo ano, o Emmy nos apronta certas surpresas, algumas que agradam, outras que dividem opiniões. Em 2017, a premiação surpreendeu ao consagrar The Handmaid's Tale ao conceder o prêmio de melhor série dramática à série, o primeiro de um serviço de streaming. Em 2018, com a volta de Game of Thrones ao jogo, o caminho voltou a ser tradicional.

Não que seja uma vitória de todo injusta, mas causa controvérsia por ser justamente a sétima temporada, criticada não só pelos especialistas, mas também pelo público, considerada a mais fraca até aqui. Diante das outras opções na mesma categoria, ela se empalidece.

No campo da comédia, as coisas foram um pouco mais interessantes. The Marvelous Mrs. Maisel, produção original da Amazon Prime Video da mesma criadora de Gilmore Girls. A produção já havia conquistado o Globo de Ouro, que também premiou Rachel Brosnahan como melhor atriz de comédia.

No Emmy, a dobradinha se repetiu e a série se tornou a maior vencedora da edição 2018, contando ainda com as estatuetas de melhor direção e melhor roteiro (ambos para Amy Sherman-Palladino) e atriz coadjuvante (Alex Bornstein).

A série conta a história de uma dona de casa americana dos anos 1950 que descobre seu grande talento para o humor. Seu marido, um comediante stand-up frustrado, se sente ameaçado e acaba rompendo com ela.

Atlanta, estrelada, escrita, produzida e com alguns episódios dirigidos por Donald Glover, já bate na trave pelo segundo ano. O cotidiano das comunidades negras americanas é contado de uma maneira inusitada e com bastante teor cômico, o que agradou a crítica. Por conta do sucesso viral de Glover com seu alter-ego rapper, Childish Gambino, e o clipe de "This is America", alguns apostadores acreditavam que haveria um aumento de interesse entre os votantes do Emmy pela série, mas isso acabou não sendo suficiente.

Ainda na comédia, outra surpresa foi Barry, da HBO, uma série que, apesar de se centrar nos momentos de humor, traz cenas de ação bem coreografadas ao mostrar a história de um matador de aluguel com depressão que decide mudar de profissão ao se deparar com a missão de assassinar um ator e se apaixonar pela profissão. O seriado levou os prêmios de melhor ator de comédia, para Bill Hader, e ator coadjuvante, para o veterano Henry Winkler.

As categorias de minissérie/ telefilme também trouxe ram resultados surpreendentes. O azarão na categoria de melhor atriz desse segmento foi Regina King. Conhecida por seu excelente trabalho em séries como American Crime e The Leftovers, poucas foram as apostas que a colocavam como campeã, principalmente por concorrer com nomes como Laura Dern (The Tale) e Jessica Biel, bastante elogiada pelo desempenho na primeira temporada de The Sinner.

Por falar em The Sinner, as discussões sobre os critérios para a elegibilidade ao Emmy foram pauta de discussão por conta da situação dessa e de outras séries, como Big Little Lies. Anunciadas como séries limitadas (outro nome para minisséries), com histórias encerradas em apenas uma temporada, elas ganharam renovações logo após serem indicadas ao prêmio.

No caso de The Sinner, apenas um personagem retorna para o segundo ano, mas no caso de Big Little Lies (campeão da categoria do ano passado) a história continua com o mesmo elenco. Resta saber se os canais e produtoras de conteúdo irão utilizar esse tipo de recurso para garantir indicações ou vitórias, escapando de categorias mais competitivas, ou se foram casos isolados.

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