domingo, 17 de novembro de 2019
Teatro
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Paródia de ‘A Usurpadora’ e ‘Como Enlouquecer os Homens’ estreiam em JP

André Luiz Maia / 05 de janeiro de 2018
Foto: Divulgação
As novidades do teatro paraibano em 2018 já começam a aparecer. A primeira estreia do ano é A Usurpadora, do Cara Dupla Coletivo de Teatro. A peça é baseada na história já conhecida pelo público que assistiu à novela mexicana homônima de 1998, re-exibida à exaustão pelo SBT.

Na novela, a vilã Paola descobre que tem uma irmã gêmea, Paulina (ambas interpretadas por Gabriela Spanic), e, para poder desfrutar de uma boa vida, decide chantageá-la para que a irmã assuma seu lugar na tradicional família Bracho. Mas, claro, em cena o grupo paraibano acrescenta um tempero brasileiro à trama.

“Eu diria que a Paola da nossa peça tem um quê de Carminha. Ela é mais elétrica”, conta Romildo Rodrigues, intérprete da Paola em cena. Seu irmão Romilson interpreta Paulina, em uma dinâmica semelhante à vista nos trabalhos da dupla como as gêmeas Diet e Light. Outros personagens consagrados da história também aparecem, como a empregada doméstica fofoqueira Lalinha, a alcoólatra Vovó Piedade e a amargurada Estefanie.

O grupo vem de um ano agitado, pois em 2017 eles viajaram para outros estados e apresentaram espetáculos como O Surto – A Comédia, que, no Festival de Teatro de Duque de Caxias, no Rio, obteve os prêmios de melhor espetáculo, melhor maquiagem e ator coadjuvante (para Romilson Rodrigues), além de uma indicação a melhor ator para Romildo. A Usurpadora fica em cartaz apenas durante este fim de semana, já que eles devem viajar mais uma vez para apresentar O Surto.

Trupe

Pela primeira vez desde 2000 uma versão do Pastoril Profano não entra em cartaz em janeiro. A Companhia Paraibana de Comédia, ao que tudo indica, não existe mais. Isso não quer dizer, no entanto, que o público cativo de um dos maiores sucessos do teatro paraibano ficará carente.

Agora sob o nome de Trupe de Humor da Paraíba, o grupo apresenta o espetáculo Como Enlouquecer os Homens, que estreia hoje. O título é quase igual ao primeiro espetáculo do grupo, Como Enlouquecer um Homem. Mas, diferente da peça dos anos 1990, que baseada no livro de Braulio Tavares, esse traz um texto e contexto diferentes.

“É no formato de um grande programa de auditório. Nós fazemos sátiras desses programas populares de entrevistas e também fazemos graça com as figuras que os freqüentam, como políticos e celebridades”, explica Edilson Alves, integrante do grupo.

O programa de auditório em questão é o fictício Na Tonga da Mironga do Kabuleté. Na apresentação, a personagem Maria Dubú, interpretada pelo ator Tony Silva, recebe convidados – os atores se revezam entre diversos tipos. No último bloco, as conhecidas personagens do Pastoril Profano entram em cena para compartilhar suas experiências e dar conselhos sobre o tema da peça.

Perguntado sobre a razão de acabar com a Companhia Paraibana de Comédia, Edilson é econômico. “É um problema interno”, resume. Apesar disso, o novo espetáculo conta com atores e personagens conhecidos pelo público: Tony Silva (Maria Dubú), Dinart Silva (Verinha Show), Sergio Lucena (Irmã Luzinete), Alessandro Barros (Mudinha), Billy William (Magaly Mell), Aluisio Silva (Verônica Show), Raymon Farias (Selma Camburão), além do próprio Edilson Alves, no papel de DJ Baltazar.  Com todo esse elenco reunido, vem a pergunta: e o Pastoril? Se depender de Edilson, 2018 será apenas um ano sabático. “A gente já está se organizando para voltar com o Pastoril em 2019”, garante.

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