quarta, 21 de fevereiro de 2018
Teatro
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‘Master Class’ com Cristiane Torloni fica em cartaz até domingo, em JP

André Luiz Maia / 19 de Janeiro de 2018
Foto: Divulgação
Maria Callas foi um dos maiores nomes da música e considerada a maior cantora de todos os tempos. Para contar um fragmento dessa história, o norte-americano Terrence McNally criou Master Class, comédia dramática que se tornou um fenômeno da Broadway.

No Brasil, várias atrizes já interpretaram o papel da cantora, inclusive Marília Pêra, que chegou também a dirigir outro espetáculo sobre ela (Callas, estrelada por Silvia Pfeiffer, veio à Paraíba em 2015). Neste fim de semana, os paraibanos terão mais uma chance de adentrar no universo de Maria Callas, desta vez tendo como cicerone a talentosa Christiane Torloni.

Em entrevista ao CORREIO, a atriz revela um pouco do processo de construção da personagem e porque topou o desafio. “O processo de interpretação da Callas é o desdobramento de um grande processo de pesquisa que o José Possi e eu estamos fazendo há mais de 30 anos. Teve um momento, há mais ou menos 15 anos que nós nos debruçamos na Callas”, esclarece a atriz.

O recorte utilizado por Terrence McNally no enredo do espetáculo não se centra nas grandes performances de palco de Callas. A ideia é trazer o público para o contexto das aulas que a artista ministrava na prestigiada Juilliard School, em Nova York, durante a década de 1970. Durante as sessões, ela era rígida com seus alunos, mas também os encorajava a melhorarem sempre e irem atrás de seus objetivos.

Torloni não canta durante a encenação, mas ela teve que fazer uma preparação semelhante a que os alunos de Callas passaram para poder interpretar o papel. Na opinião da artista, uma etapa crucial no processo.

“Mesmo que você nunca cante em um musical, é importante para a formação ter aulas de canto. Inclusive para entender o universo das orientações que ela traz aos cantores. Com meu professor no Rio de Janeiro, comecei a estudar para poder entender em mim mesma o que ela faz, o quão difícil é o que ela faz. Você se apropria. Você vai fazer um pianista, você tem que entender o universo, mesmo que não vá tocar. Entender mentalmente, entender emocionalmente, porque isso muda a atitude física completamente”, afirma.

João Pessoa é uma das 13 cidades brasileiras a receber Master Class nesta nova circulação após temporadas de sucesso em 2015, em São Paulo, e 2016, no Rio de Janeiro. O espetáculo conta com a direção do encenador brasileiro José Possi Neto e a direção musical do maestro Fábio G. Oliveira, além de um time de artistas com vasta experiência em musicais.

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