terça, 02 de março de 2021

Teatro
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Grupo mineiro traz a JP o espetáculo inspirado em Isaac Newton

André Luiz Maia / 29 de julho de 2017
Foto: Divulgação
O que as três leis da física postuladas por Isaac Newton e as leis criadas para a regulação da vida em sociedade têm em comum? O paralelo é traçado pelo espetáculo de dança Lei, criado pelo grupo Projeto Girarte, de Cataguases, Minas Gerais. O público em geral poderá conferir neste sábado (29) à noite no Teatro Santa Roza o que os estudantes de escolas públicas e de regiões periféricas já viram ontem, em uma sessão fechada no mesmo teatro. Comente no fim da matéria. 

Para o coordenador do Girarte, o diretor Marcus Diego, o espetáculo foi criado com o propósito de estimular crianças e adolescentes a se interessarem mais por física. "A gente sempre apresenta nossos trabalhos em escolas, interage com o público infantojuvenil e percebe que a física não é uma matéria popular. O mais engraçado é que a física proporciona momentos incríveis em um palco, então criamos Lei para fazer com que os jovens se encantem pelo assunto", comenta.

Dessa maneira, eles acabaram por construir uma apresentação onde dialogam não só com as leis da física criadas por Newton, do ramo da ciência exata, mas também com as leis que os seres humanos usam para solucionar conflitos da convivência em sociedade. "Entender as diferenças e as semelhanças entre essas leis são fundamentais para entendermos a nossa posição no mundo. Ao mesmo tempo em que as leis de Newton são determinantes, as leis da sociedade estão abertas à interpretação, criadas para regular falhas de comportamento da humanidade. Queremos que as pessoas que forem assistir façam essa reflexão", afirma o diretor.

Durante a apresentação são feitas citações do Código Penal, para ajudar no contraponto e fazer com que o público, também possa ter um pensamento crítico sobre o que significam as leis. "Acho que a peça carrega essa linha dupla. O público adulto que for assistir ao espetáculo hoje pode se interessar por essa narrativa sobre as leis, enquanto o adolescente pode entender como a física é aplicada em diversos contextos", completa Marcus. Através de projeções de videomapping, os bailarinos e objetos em cena são submetidos a distorções e ilusões de ótica, que servem para ilustrar os efeitos propostos pelo espetáculo.

Em um palco totalmente escuro, os bailarinos dançam envoltos em tecidos brancos, em um momento inspirado pela teoria da explorando a teoria que relaciona força e dinâmica, a segunda lei de Newton.

"Temos imagens muito bonitas sendo formadas no palco, como uma bailarina que emerge de um amontoado de areia e outros saltando em um vácuo como se flutuassem no ar", descreve Marcus Diego.

As coreografias foram criadas por Alba Vieira e Mário Nascimento, mas todo o grupo participou do processo. A música é feita por Makely Ka e a dupla O Grivo. "Nosso trabalho sempre trabalha sob a perspectiva do coletivo e de nos relacionarmos com pessoas com visões distintas que somem ao nosso propósito", pontua.

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