domingo, 17 de janeiro de 2021

Teatro
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Com Jackson Faive e Mustafary, o comediante se apresenta no Teatro Pedra do Reino

Renato Félix e André Luiz Maia / 07 de maio de 2017
Foto: Divulgação
Marco Luque está surfando uma boa maré há alguns anos. Após longa participação no programa CQC, seus personagens aparecem semanalmente no Altas Horas. Mas seu porto seguro mesmo é o palco. Hoje, ele apresenta em JP o espetáculo 1, 2, 3 Testando!.

No stand up, ele se apresentou em João Pessoa e Campina em 2009. “As duas formas têm suas peculiaridades e diferenças, mas, ao mesmo tempo, me permito a experimentações em ambas. Cada apresentação acaba se tornando única. Mas acho que a utilização de acessórios para caracterização dos personagem me possibilita ficar menos visível, como se eu estivesse usando um disfarce para atuar e no stand up , isso não acontece, a exposição é direta”, contou ao CORREIO.

O sucesso de seus personagens com o público, especialmente o baiano Mustafary e o motoboy Jackson Faive, em sua opinião, se dá por conta da identificação. “São personagens com características bem comuns, trazendo assuntos que são bastante vivos dentro do nosso cotidiano. Fico surpreso e muito feliz com a repercussão que o Mustafary tomou, as pessoas gostam dos conselhos dele, do jeito engraçado que ele enxerga a vida”.

Mas Mustafary acabou entrando em uma polêmica quando a página oficial do personagem fez uma pesquisa sobre a corrida pela presidência e pareceu declarar apoio ao deputado Jair Bolsonaro. Luque não respondeu à pergunta sobre o assunto.

Quando o assunto são os limites do humor, um tema bastante discutido, ele pega leve. “Penso que o limite seja algo bastante subjetivo, está em cada um de nós. Acho que cada um deve impor o seu limite”, diz. “Particularmente, procuro nunca fazer piadas que soem ofensivas. O meu entretenimento é mais voltado para toda a família, por isso, me policio mais nas piadas”.

Para o show, além dos personagens, ele promete uma boa dose de improviso, algo para o que um bom humorista deve estar preparado. “Com certeza, improvisar faz parte do meu show e isso torna cada apresentação única. Improviso bastante, aproveitando o gancho de comentários do público, acontece de forma espontânea e é muito bacana.

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