segunda, 20 de maio de 2019
Teatro
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Cia. Rataplan de Teatro faz releitura de A Bela Adormecida

André Luiz Maia / 30 de setembro de 2017
Foto: Divulgação
A indefesa Princesa Aurora foi acometida por uma terrível maldição. Malévola, ressentida por não ter sido convidada para a celebração de nascimento da pequena herdeira do reino, lança um agouro: em seu aniversário de 16 anos, cairá em um sono profundo e nunca mais acordará. A salvação viria apenas com o beijo de amor verdadeiro de um príncipe.

Essa história é de conhecimento popular e não é nenhuma novidade. A Bela Adormecida já foi tema de desenho animado, filmes, seriados, quadrinhos, etc. No entanto, o espetáculo Acorda, Aurora! A Comédia!, da Cia. Rataplan de Teatro, busca recontar essa história de uma forma bem-humorada. “Eu costumo dizer que há um movimento de tempo e contratempo nessa montagem. A gente constrói e destrói a história sucessivamente”, explica Isaú Firmino, um dos atores em cena e idealizador da peça, que está sendo montada há pelo menos 20 anos, desde o Espírito Santo, terra natal do artista.

A peça na verdade começou por conta de outra atividade da Rataplan, a animação de festas infantis. No entanto, a empolgação dos adultos fez com que o grupo resolvesse transformar aquela apresentação menor em um espetáculo de fato. Isaú e Netto Ribeiro se dividem no palco para interpretar a maioria dos personagens do espetáculo. O diferencial da narrativa é que ele toma como ponto de partida dois palhaços que apresentam a história ao público à sua maneira. Os paraibanos poderão conferir a montagem hoje e amanhã no Teatro Santa Roza.

Netto está no elenco há seis anos. Quando recebeu o convite, logo ficou interessado pela ideia. “Eu fiquei encantado com a perspectiva de dois palhaços travestidos se transformando em vários personagens para contar essa história. É uma reconstrução da história da Bela Adormecida. As piadas são tão velhas quanto o próprio conto, mas elas ganham uma roupagem nova e original ao trazer essa roupagem inusitada”, explica o ator.

Engana-se quem acha que se trata de um espetáculo infantil. Apesar do colorido e de trabalhar com técnicas de manipulação de bonecos, elementos típicos do teatro voltado para os pequenos, a montagem é voltada para o público adulto. “Não tem nada que você precise tapar os ouvidos da criança caso traga uma para ver, mas eu acredito que o espetáculo acaba interessando ao público que já conhece a história há muito tempo e começa a perceber algumas ironias dentro dela através da nossa leitura”, completa Isaú.

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