sexta, 18 de agosto de 2017
Teatro
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As caras do teatro brasileiro: dez espetáculos no circuito Palco Giratório

Renata Escarião / 15 de março de 2016
Foto: Divulgação
Nove grupos teatrais de diversos estados brasileiros mais um paraibano compõem a programação do Palco Giratório na Paraíba. As apresentações acontecem entre os meses de abril e novembro, incluindo intercâmbios e oficinas realizadas em João Pessoa e Campina Grande. Projeto nacional do Sesc, o Palco Giratório conta com 15 anos de circulação de artes cênicas em todo o país. Veja as datas e locais no quadro.

O grupo carioca Les Trois Cles abre o circuito com A Gigantea. No espetáculo, em uma região desértica de um país imaginário, um menino que vive com a mãe sai todo dia à procura de água. Certa manhã, é sequestrado por um tirano. A inocência o abandona, mas, em sonho, ele procura reconquistar a infância e reencontrar La Gigantea, a raiz que fornece água. Ainda em abril, o grupo Nau de Ícaros, de Alagoas, apresenta A.N.J.O.S.. A peça narra a aventura de Nuno, garoto que, após sofrer uma perda, tem a vida mudada quando conhece Ana. A.N.J.O.S. é o nome da gangue dela.

Em maio, é a vez de Dúplice, que une teatro e dança contemporânea. De Rodrigo Cruz e Rodrigo Cunha, de Goiás, que explora a dualidade entre duas pessoas.

Segundo semestre. A Carroça É Nossa, do Grupo Xama Teatro (MA), se apresenta em julho. Tudo começa com um sonho de Pedoca, em que vê a si próprio, cantando, tocando sanfona e sendo feliz, em uma carroça puxada por um burro. Desperto de seu sonho, ele encontra a carroça, mas não o animal que pudesse puxá-la.

Em agosto é a vez de Oramortem, do In-Próprio Coletivo (MT). O espetáculo usa como tema o novelo emaranhado da memória e o peso da slembranças na vida.

O prestigiado grupo cearense Teatro Máquina se apresenta em outubro com Diga que Está de Acordo! – Maquina Fatzer. Na peça, quatro soldados refugiados da 1ª Guerra Mundial tentam sobreviver na clandestinidade e esperam uma revolução popular que não chega.

Ainda em outubro o grupo paraibano Ser Tão Teatro, reapresenta Flor de Macambira. A peça mistura circo, o folguedo popular do boi e a literatura de cordem para contar a história de amor de Catirina e Mateus.

No mesmo mês será apresentado Yi Ocre, da Corpo de Arte Contemporânea (AM). O espetáculo de dança alia a já tradicional proposta de pesquisa do corpo/movimento à pintura corporal.

Experimentos Gramíneos é uma performance de Maicyra Leão (SE) que poderá ser assistido em outubro. Vestida com uma roupa construída a partir de pedaços de grama artificial, ela coloca-se deitada num pequeno gramado próximo a uma área de circulação intensa de pessoas. Primeiro, camuflada. Depois, com uma movimentação sutil passando a se autorregar.

Encerrando a programação, em novembro, é a vez de Cachorros Não Sabem Blefar, da Cia 5 Cabeças (MG), que joga com o absurdo. A incomunicabilidade, a espera e a intolerância são temas abordados no espetáculo em que cinco desconhecidos estão presos em um local onde há apenas um sofá, um telefone, uma banheira e um relógio que marca sempre a mesma hora.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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