terça, 16 de julho de 2019
Dança
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Após seis anos, a Mostra Estadual de teatro e dança volta a ser realizada

Rammom Monte / 22 de março de 2019
Foto: Divulgação
Abram as cortinas, arrumem o picadeiro e calcem as sapatilhas que os espetáculos irão começar. A partir desta sexta-feira (22), o secular Teatro Santa Roza abre as portas para a 18ª Mostra Estadual de Teatro, Dança e Circo, que se estende até o dia 30 de março. O evento volta a acontecer após um intervalo de 6 anos de paralisação. A solenidade de abertura acontece às 18h.

Durante nove dias, serão apresentados 27 espetáculos, debates, oficinas e discotecagem após as encenações. Os ingressos para as apresentações custam R$ 4 (inteiro) e R$ 2 (meia entrada), para cada apresentação. A bilheteria abre às 16h, com exceção do dia 30, quando abrirá às 15h. Para os espetáculos que irão ocorrer na parte externa do teatro, será passado o chapéu para a contribuição.

Após a abertura oficial, será apresentado, às 18h30, o espetáculo de dança Bagaço, com o +Um Coletivo de Arte, de João Pessoa, no palco do teatro. Em seguida, às 19h30, o Coletivo Teatral Ser Tão Teatro, de João Pessoa, apresenta Alegria de Náufragos. Na lona montada na área externa, a Cia. Trupeçando, de Campina Grande, apresenta Trupeçando — A Trupe de um Homem Só, a partir das 20h30.

No dia seguinte às apresentações dos espetáculos, haverá sempre debate com Eleonora Montenegro (teatro), Marcelo Sena (dança) e Williams Santana (circo), às 16h, na área externa do Teatro Santa Roza. Para os espetáculos que acontecem no dia 30 de março, os debates ocorrerão logo após a apresentação.

É a primeira edição da Mostra após a reforma do teatro, concluída em dezembro de 2016. Em seu retorno, o projeto presta homenagens a Luizinho de Pombal, Guilherme Schulze e Montagem Circos, pela contribuição à cultura paraibana e pela dedicação intensa ao teatro, dança e circo, respectivamente. Além dessas, estão programadas duas homenagens póstumas: Simão Cunha e Waldemar Dornellas.

De acordo com a coordenadora de Teatro da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), Suzy Lopes, dos 27 espetáculos, 13 são teatrais, nove de danças e cinco de circo, além de oficinas nas áreas. Ela explicou que foi levada em conta a proporcionalidade.

Sexta-feira(22). Coordenadora de Dança da Funesc, Ângela Barros conta que Bagaço, que abre a mostra, homenageia um espetáculo importante na Paraíba nos anos 1980. “O Bagaço é um trabalho que trabalha as memórias de um espetáculo antigo, chamado Caldo da Cana. O homenageado Guilherme Schulze dançou no Caldo da Cana”, explicou.

Em seguida, será encenada a peça Alegria de Náufragos. O espetáculo traz em seu centro o professor Nicolai Stepianovitch de Tal, que se depara ao final da sua existência, com uma inevitável análise de si mesmo. Por fim, a Cia. Trupeçando apresenta Trupeçando — A Trupe de um Homem Só, que mistura teatro e circo, a partir das 20h30.

“O espetáculo foi uma construção minha de dois anos atrás e começou com algumas vivências que eu fiz de palhaço na rua. Ele traz uma coisa de teatro físico misturada com elementos do circo, como malabares, equilíbrio e sobretudo palhaço, que se dá com estas técnicas e o que as pessoas podem esperar um espetáculo para toda família, crianças de todas as idades”, afirma Alan Barros, ator solista do espetáculo.

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